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Full text of "Amstrad Magazine 14"

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REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD | 
















Alfa 


sistemas 

Informática e Burótica, Lda. 

COMPUTADORES |- 




AMSTRAD 



1512 

- C/1 Unid. DISK e Ecran MONO Tr***».138. 

- C/2 Unid. DISK + Ecran MONO .154. 

- C/1 U. DISK + 1 DISCO 20 MB e Ecr. MONO .219. 

(com Ecran a CORES mais . 36. 

1640 - C/2 Unid. DISK + Ecran MONO.174. 

- C/1 U. DISK + 1 DISCO 20 MB e Ecr. MONO . 255. 

(com Ecran a CORES mais . 72. 

PPC (Portátil) - C/1 Unid. DISK e Ecran LCD 512K .137. 

- C/2 Unid. DISK e Ecran LCD 640K cl MODEM .182. 

2086 - C/1 Unid. DISK e Ecran MONO. 200. 

- C/2 Unid. DISK e Ecran MONO . 209. 

- C/1 U. DISK + 1 DISCO 30 MB e Ecr. MONO . 330. 

2286 - C/2 Unid. DISK e Ecran MONO. 330. 

- C/1 Unid. DISK + DISCO 40 MB e Ecr. MONO . 465. 

2386 - C/1 Unid. DISK + DISCO 65 MB e Ecr. MONO .... 885. 


(com Ecran a CORES VGA 14" mais . 45.0005 + IVAI 


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275.000$ + IVA 


Calçada do Carmo, n 2 18 


1200 LISBOA 


































































































































































EditoriaL 



N.° 14 


PROPRIEDADE: 

PUBLINFOR, Publicações e Comércio de 
Artigos de Informática, S.A. 

R. Sâo Gonçalo, 967 
4800 GUIMARÃES 

REDACCÃO, ASSINATURAS, PUBLICI¬ 
DADE E "CLUBE AM": 

Av. da Boavista, 2881 -1 0 
4100 PORTO 
Telefs. 675395/673992 
Telex 27250 P-Fax 678784 

DIRECTOR: 

Nunes Carneiro 

COLABORADORES: 

André Campos 
António Cardoso 
António Torres Martins 
Carlos Guerreiro 
João Fidalgo 
João Paulo 
João Pereira 
Jorge Ramalheira 
Margarida Santoalha 
Maria de Lurdes Leite 
Mário Leite 
Paulo Pinheiro 
Rui Mota 
REVISÃO: 

Fernando Silva 

SECRETARIADO: 

Carla Fonseca 
Josefa Gonçalves 

"CLUBE AM" 

Luisa Martins 

EXECUCÃO GRÁFICA. 

EDIÇÕES ASA—DIVISÃO GRÁFICA 

DISTRIBUIÇÃO: 

ELECTROLIBER 


TIRAGEM: 11 500 exemplares 

N° PESSOA COLECTIVA: 502.009.870 
N° REGISTO D.G.C.S.: 112.959 



INFORMÁTICA 

PROFISSIONAL 

1. Portugal é um dos países europeus com mais baixo índice de in¬ 
formatização das suas empresas. Situação que tem a ver com vᬠ
rias causas, das quais me permito destacar: a dimensão da esmaga¬ 
dora maioria das empresas, que é, normalmente, pequena ou média; 
as resistências culturais à inovação que prevaleceram durante mui¬ 
to tempo; a inexistência de soluções profissionais de verdadeiro apoio 
aos utilizadores finais; e, finalmente, a questão do preço. 

Nesta edição da "Amstrad Magazine” abordamos dois temas que 
permitem enquadrar a evolução do mercado informático português: 
o Amstrad PC 2286 e a Lusicomp. 

2. O Amstrad PC 2286 é um computador de elevadas performan¬ 
ces, ideal para a informatização de pequenas e médias empresas, 
trabalhando em monoposto, em rede ou como base de uma solução 
multiposto. O "segredo” do seu sucesso no mercado português des¬ 
de o seu aparecimento em Maio deste ano está, certamente, na sua 
óptima relação qualidade/preço. 

3. A Lusicomp entrou no mercado profissional português assumindo- 
-se como a única interlocutora, responsável pelos diversos estádios 
da informatização das empresas: a escolha da solução, a instalação 
(de hardware e software), a formação dos utilizadores e o apoio pós- 
-venda. 

É, sem dúvida, uma inovação na maneira de abordar o mercado in¬ 
formático. E é também um exemplo a seguir. 

4. Voltando ao princípio deste artigo e ao problema da informática 
em Portugal. A Lusicomp e o Amstrad PC 2286 são apenas dois 
exemplos. Ou melhor, duas certezas: se não quisermos perder o com¬ 
boio da Europa, temos de assumir uma postura verdadeiramente pro¬ 
fissional. Nos produtos e na abordagem do mercado. 

Nunes Carneiro 


AMSTRAD MAGAZINE 












SUMÁRlO 


1 

EDITORIAL 


4 



NOTÍCIAS 



AMSTRAD PC 2286 



O novíssimo Amstrad PC 2286 em análise 
de António Cardoso. 



— O PCW 9512 já dispõe de um alimenta- 
dor de papel para a sua impressora de 
margarida. 

— Mercado Inglês: 

Amstrad lidera vendas de Modems 
Internos. 


A GRANDE 
AVENTURA 
COMECA 
AQUI... 


2 AMSTRAD MAGAZINE 








































RÁ PIDO 

ECONÓMICO 

CÓMODO 


r 


0ã 


n ■ 


Consulte as 
págs. 25 a 40 
e envie já o seu 
postal-encomenda 


REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD 




SOFTWARE 
DE GESTÃO 


A informatização das empresas portugue¬ 
sas é um passo essencial para 1992. 
Uma primeira abordagem do software de 
gestão disponível. 



Não se esqueça de ver as novidades que 
o "Clube AM" tem agora ao seu dispôr. 
Rápido, cómodo e económico. 




LUSICOMP: uma nova empresa a actuar 
no mercado profissional. 

A entrevista com o seu Director-Geral, Fer¬ 
reira de Melo. 


«DR. LOGO, SUPONHO?» 



O PCW 9512 não para de nos 
surpreender. 

Norberto Teixeira escreve sobre as 
possibilidades do «Dr. Logo». 


£/\ CORREIO DOS 
OU LEITORES 


62 OPINIÃO 


63 CARTOON 


£/« COMPRO/TROCO/ 
OH- VENDO 


AMSTRAD MAGAZINE 3 

































NOTÍCIAS 


DIRECCÃO-GERAL DE CONTRIBUIÇÕES 
E IMPOSTOS: 

IMão ao «vírus» 
in for má tico 


A Direcção Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) 
assinou um contrato com a Cl.CS—Consultoria Informᬠ
tica e Comercialização de Sistemas, Lda., para utiliza¬ 
ção do ENDEVOR/MVS (Enviroment for Development 
and Operations), um produto da MORINO ASSOCIATES 
destinado ao controle dinâmico das componentes da apli¬ 
cação ao longo do processo de desenvolvimento e pro¬ 
dução de soluções informáticas. 

É a primeira instalação deste "software" em Portu¬ 
gal, situando-se entre as primeiras três dezenas de ins¬ 
talações na Europa. Constata-se igualmente, que se tra¬ 
ta da primeira instalação na Administração Pública. 

O ENDEVOR impossibilita a penetração de "vírus" no 
ambiente de produção e garante as restrições de aces¬ 
so por utilizadores não autorizados, não havendo, por¬ 
tanto, quaisquer riscos para a integridade dos dados. 

"O ENDEVOR, afirmou Paulo Azevedo (Sub Director- 
-Geral da DGCI), vem cobrir a necessidade que temos 
sentido há muito tempo, de dispormos de condições téc¬ 
nicas para exercer um controle, até a um nível bastante 
baixo, dos diferentes suportes lógicos. 

Como se sabe, temos uma missão de grande respon¬ 
sabilidade que inclui o manuseamento de dados impor¬ 
tantes e confidenciais que dizem respeito aos cidadãos 
deste país. 

A Constituição consagra a privacidade dos dados so¬ 
bre os cidadãos face à utilização informática dos mes¬ 
mos, pelo que, atendendo à informação com que lida¬ 
mos permanentemente, temos de dispôr de meios 
avançados que assegurem o seu tratamento eficaz. 


ám I * * h 

AIYrJMl 


REVISTA DOS UTILIZADORES AUSTRAD 


RÁPIDO 

ECONÓMICO 

CÓMODO 

Consulte as 
pags. 25 a 40 
e entie ja o seu 
postal-encomenda 


Os produtos de que dispúnhamos iam só até a um de¬ 
terminado nível; não permitiam tratar todos os tipos de 
dados e não viabilizavam esquemas de auditoria, que são 
possíveis com este produto. 

A opção por um produto como o ENDEVOR tem, pois, 
como pano de fundo a criação de condições para salva¬ 
guarda de um bem que se pode considerar de interesse 
nacional: "os dados sobre o cidadão." 



Fundamental, 
para nós, 

é o apoio aos clientes. 


IBERSISTE — INFORMÁTICA E GESTÃO, LDA. 
RUA SIMÕES DE CASTRO, N.° 164 -1° ESQ.° 
3000 COIMBRA 



CENTRO 


PROFISSIONAL, 


4 AMSTRAD MAGAZINE 















AS CARACTERÍSTICAS 
FAZEM A DIFERENÇA 



AMSIRAD 
PC 2000 

Mais importante que o preço 
são as características. 

Uma vez mais a AMSTRAD 
vai conquistar o mercado 
- com a série PC 2000. 


CARACTERÍSTICAS 

AMSTRAD PC 2086 

AMSTRAD PC 2286 

AMSTRAD PC 2386 

Processador Intel 

8086 a 8 MHZ 

80286 a 12 MHZ 

80386 a 20 MHZ 

Wait States 

— 

1/2 

0,05 

Memória RAM com Verificação de Paridade 

640 K 

1 Mb 

4 Mb 

Memória Cache 

— 

— 

64 K a 35 ns 

Gestão de Memória 

— 

UM 4.0 

LIM 4.0 

Suporte para Co-Processador Aritmético 

8Ó87 

80287 

80387 

Unidade de Diskettes 

3 1/2” com 720 K 

3 1/2” com 1,4 Mb 

3 1/2” com 1,4 Mb 

Disco Rígido com Interleave de 1 :1 

30 Mb 

40 Mb 

65 Mb 

Slots de Expansão Livres 

3 de 8 bits 

5 de 16 bits 

5 de 16 bits 

Compatível com a Rede Novel 1 NetWare 

Como Posto de Trabalho 

Como «Server» 

Como «Server» 

Sistema Operativo 

MS/DOS 3.3 

MS/DOS 4.0 

MS/DOS 4.0 


CARACTERÍSTICAS COMUNS: Resolução VGA. Saída para unidades externas de diskettes e Streamer. Teclado 
tipo AT (102 teclas) Português. Rato compatível Microsoft. Segurança do teclado por chave. Windows. GW Basic. 
Monitores mono e colorido de alta nitidez (DOT PITCH .28). 


&.GUERREJRO 


































NOTÍCIAS 


COMPUTADORES EM HOTÉIS DE LUXO 


A existência de um PC e de um fax 
nos quartos dos melhores hotéis es¬ 
tá a tornar-se uma situação cada vez 
mais habitual. 

Por exemplo, nos Estados Unidos, 
há já um PC em mais de 50 mil quar¬ 
tos. Em Hong-Kong, no Hotel Rama¬ 
da, 104 dos 501 quartos têm um PC 
e um fax. 

E em Espanha, no "Ramada Re- 
nessancen", há um andar em que 
todos os quartos estão equipados 
com monitor e teclado. 

A informática tornou-se, de facto, 


indispensável, e os hotéis, local on¬ 
de executivos de empresas se insta¬ 
lam quando em viagem, têm de 
acompanhar também esta evolução. 


Infelizmente, em Portugal, ainda 
não há um único hotel em que os 
seus hóspedes possam dispôr de um 
PC. Até quando? 


PRIMEIRO JORNAL 
ELECTRÓNICO EM PORTUGAL 


Infoplus Comunicação vai lançar, 
em breve, o primeiro jornal electró¬ 
nico em Portugal. Estarão ao servi¬ 
ço 24 horas por dia, a edição por¬ 
tuguesa (Infoplus Telediário) e a edi¬ 


ção inglesa destinada ao mercado 
turístico (Infoplus News Service). 

Esta iniciativa da Infoplus Comu¬ 
nicação integra-se no programa co¬ 
munitário STAR. 


EPSON-FRANCA 
ADOPTA PROLÒGUE 


Face ao pedido crescente de soluções multi-posto, prin¬ 
cipalmente no meio PME, a EPSON adoptou o sistema 
de exploração PROLOGUE por três razões principais: 
—A grande biblioteca disponível de aplicações multi- 
-utilizador. 

— O lugar preponderante ocupado pelo Prologue no mer¬ 
cado francês dos sistemas de exploração multi- 
-utilizadores. 

—A sua maturidade face aos concorrentes directos. 

Para além disto, EPSON escolheu a sociedade ITBS pa¬ 
ra realizar uma versão melhorada e personalizada de Pro¬ 
logue para os seus PC. Assim, Prologue Epson possui 
as seguintes características: um configurador simples e 
convivial; uma versão única PC2, PC+ ou AX com a es¬ 
colha de utilizar uma disquete de 360K ou 1,2M, o te¬ 
clado de 83 ou 102 teclas; uma gestão mais rápida dos 
terminais; a possibilidade de gerir impressoras conecta¬ 
das aos terminais; a gestão da unidade de segurança; 
a gestão de um PC como terminal sob Prologue. 
Prologue Epson estará particularmente associado ao ma¬ 
terial AX (compatível AT3) que lhe confere rendimentos 
muito semelhantes aos que se obtém da mini, mas ao 
preço da MICRO.Por exemplo, um PC-AX monocromᬠ
tico, 640K, disco duro de 20Mo, com Prologue e uma 
impressora EPSON FX-1000 (132 colunas) custa, em 
França, aproximadamente 47.300 FFr. 


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ORGANIZAÇÃO E GESTÃO. LDA 

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6 AMSTRAD MAGAZINE 




















MERCADO INGLÊS 


AMSTRAD LIDERA 

VENDAS DE MODEMS INTERNOS 


A Amstrad lidera as vendas de Mo¬ 
dems internos em Inglaterra, revelou 
a "ROMTEC REVIEW". 

A quota de mercado dos Amstrad 
MC 2400 era, em Março, de 43,5%, 
a grande distância da segunda mar¬ 


ca, a Toshiba (com 14,1%). 

Peter Roback, da Amstrad, referiu 
que "estava encantado com a per¬ 
formance do MC 2400" que resulta 
do facto de "ser um produto muito 
bom e com uma óptima relação qua¬ 


lidade preço". 

No mercado global dos modems 
(externos e internos) a Amstrad 
situa-se no terceiro lugar com uma 
quota de 8,6%, logo depois da Ha- 
yes (27,9%) e da Miracom (9,6%). 


MODEMS INTERNOS 
QUOTA DE MERCADO - MARÇO/1989 


AMSTRAD 43,5% 


PC COMMS BREAKOUT 3,4% 


TOSHIBA 14,1% 


OUTROS 7,9% 



MIRACOM 10,1% 


DACOM UNITY 3,8% 

DOWTY QUATTRO 13,0% 
DATAFLEX 4,2% 


Fonte: ROMTEC REVIEW 


AMSTRAD MAGAZINE 




























NOTÍCIAS 


ASF 9512: 



Esta é uma boa notícia para os utilizadores do PCW 
9512: a Amstrad acaba de lançar um alimentador de pa¬ 
pel para a impressora de margarida. 

Juntamente com o alimentador, a Amstrad fornece duas 
disquetes com software: uma com o novo "Loco Script" 
modificado para usar com o ASF 9512; e uma segunda 
com o CP/M e alguns ficheiros alterados para que a ASF 
9512 possa também ser utilizado com o CP/M e seus 


programas. 

Trata-se de uma melhoria assinalável, que proporciona¬ 
rá uma maior eficiência e rapidez. Além de ser, natural¬ 
mente, muito mais cómodo. 

Portanto, uma boa notícia para todos os utilizadores do 
PCW 9512 e mais uma boa razão para os que estavam 
hesitantes na comp 




8 AMSTRAD MAGAZINE 
















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CAPA 




AMSTRAD 

PC 2286 

Uma máquina potente em análise. A 
«arma» da Amstrad para o mercado 
profissional a um preço 
verdadeiramente competitivo. 


10 AMSTRAD MAGAZINE 
















Continuando com sua a política de 
inovação, a AMSTRAD lançou, há 1 
ano, a Série 2000. Esta série é cons¬ 
tituída por 3 tipos de equipamentos: 
o PC 2086, o PC 2286 e o PC 2386. 


O "AT” 

DA SÉRIE 2000 

Toda a Série 2000 está construí¬ 
da segundo o standard ISA (Indus- 
try Standard Architecture). Durante 
o interregno que precedeu o lança¬ 
mento do PC 1640, muito se espe¬ 
culou sobre qual o standard que a 
AMSTRAD iria adoptar no seu novo 
computador. Houve mesmo quem 
garantisse o MCA (Micro Channel 
Architecture) como o standard esco¬ 
lhido. O MCA, para além das "van¬ 
tagens” que ninguém consegue des¬ 
cobrir, acabou por se revelar pleno 
de desvantagens. Entre elas, encon¬ 
tra-se o factor económico. Visto que 
as placas não são compatíveis, todos 
os utilizadores que optarem por um 
computador com arquitectura MCA, 
—depois de terem um PC e terem in¬ 
vestido em placas—serão obrigados 
a refazer todo o investimento, ainda 
com a agravante de terem uma gran¬ 
de probabilidade de não conseguir 
encontrar a placa equivalente no 
mercado. Até este momento, pare¬ 
ce que os fabricantes de placas não 
estão muito interessados em as de¬ 
senvolver. Talvez estejam a ter em 
conta a proibição da Administração 
Americana dos computadores MCA 
nos departamentos governamentais. 
Talvez tenha sido este um dos facto- 
res que levou a AMSTRAD a preferir 
manter a compatiblidade com os 20 
milhões de PC's existentes em todo o 
mundo. Não nos podemos esquecer, 
também, que esta tem sido uma das 
linhas de orientação desde o lança¬ 
mento da Série CPC. Os CPC's, para 
além de disporem de BASIC residen¬ 
te, também podiam "arrancar" em 
CP/M e trabalhar em DBase II, SC2, 
etc. A escolha do MCA teria sido a ne¬ 
gação desta linha. 

Neste artigo ocupar-nos-emos, princi¬ 


palmente, do modelo médio: o PC 
2286. 

Este modelo é um compatível "AT". 
Se retirarmos a tampa superior vere¬ 
mos do lado direito, 1 conector de 31 
contactos duplos, tipo "PC"; mais 4 
de 31 + 18 contactos duplos, tipo 
"AT", todos livres. Entenda-se por 31 
contactos duplos, 62 contactos inde¬ 
pendentes e diferentes uns dos outros, 
dispostos em duas filas viradas uma 
para a outra. O leitor poderá estranhar 
que eu escreva 31 + 18, em vez de 
49, mas isto está relacionado com a 
compatibilidade. Os primeiros 31 (62 
no total) comportam-se como um co¬ 
nector PC independente. Quer isto di¬ 
zer, que nos 18 adicionais (36 adicio¬ 
nais no total), apenas estão os 
contactos próprios do conector "AT". 
Todos os contactos comuns aos dois 
tipos estão localizados no primeiro 
grupo, o conjunto dos 31. Estes co¬ 
nectores, tipo "PC" e "AT", também 
costumam ser conhecidos por conec¬ 
tores de 8 e 16 bits, respectivamen¬ 
te. Neste momento, está a ser estu¬ 
dada a definição do EISA (Extended 
Industry Standard Architecture) por 
um consórcio internacional, do quál 
faz parte a AMSTRAD, que acresen- 
tará os conectores de 32 bits ao stan¬ 
dard existente. Por enquanto, todos os 
equipamentos construídos à volta do 
processador 80386, utilizam os co¬ 
nectores como um 80828, devido a 
inexistência do conector de 32 bits. 

Esta falta vem colocar o AMSTRAD 
PC 2286 como um verdadeiro equi¬ 
pamento médio. Isto porquê? Todos 
os "AT's" são compatíveis "PC", lo¬ 
go tudo que é possível montar ou exe¬ 
cutar no 2086, ou em qualquer outro 
PC, também o é no 2286. Por outro 
lado, todos os computadores equipa¬ 
dos com o 80386 acabam apenas por 
funcionar como "AT", mas mais rᬠ
pidos. Então, tudo que é possível 
montar ou executar no 2386, ou em 
qualquer outro compatível "AT" com 
processador 80386, também o é no 
2286, salvo versões optimizadas pa¬ 
ra o 80386 de algumas "packages" 
existentes no mercado. Por exemplo, 
o "Windows" 386 é uma versão op- 
timizada do "Windows" 286. 



AMSTRAD MAGAZINE 11 





CAPA 


RESOLUÇÃO VGA: 

* 

EXCELENTE 



Do lado esquerdo dos conectores 
está visível um circuito integrado 
quadrado, com uma referência da 
Paradise. O adaptador de vídeo des¬ 
te equipamento é um PVGA (Para- 
dise-Video Graphics Array) interno. 
Este VGA não está limitado a resolu¬ 
ção de 640 por 480 pontos a 16 co¬ 
res simultâneas; se utilizar o monitor 
Multi-Sync pode trabalhar com 800 
por 600 pontos a 1 6 cores simult⬠
neas. Se o leitor não necessitar de 
tanta resolução, mas duma maior 
gradação de cor, pode trabalhar com 
as resoluções de 320 por 200 pon¬ 
tos ou 640 por 400 pontos, ambas 
a 256 cores simultâneas seleccioná- 
veis a partir duma "pallete” de 
262.144 cores. Lembramos o leitor 
que a maior parte dos VGA anuncia¬ 
dos, são apenas MCGA (Multi-Color 
Graphics Adapter), portanto, limita¬ 
dos a 320 por 200 pontos a 256 co¬ 
res simultâneas. Em termos de tex¬ 
to, o leitor pode trabalhar com 40 
colunas por 25 linhas, a 132 colu¬ 
nas por 43 linhas, e 100 colunas por 
75 linhas, este último só com Multi- 
-Sync. Todos os modos de texto tra¬ 
balham a 16 cores simultâneas. Os 
adaptadores HERCULES, MDA, CGA 
e EGA são emulados a 100%. A ve¬ 
locidade de impressão no ecrã é de 
4500 caracteres por segundo. Caso 
o leitor deseje utilizar um adaptador 
externo, o interno pode ser desacti- 
vado. Para tal, basta abrir a tampa 
inferior e retirar o “jumper'' 29 da 
placa principal. 

O resto do hardware que nos falta 
focar já não está tão visível. Pela 
abertura inferior tem-se uma visão 
reduzida da placa principal, mas su¬ 
ficiente. É possível o acesso a todos 
os "jumpers", socket do co-proces¬ 
sador matemático e conectores pa¬ 
ra expansão de memória sem se des¬ 
montar o computador. 


Relativamente à memória princi¬ 
pal, é muito maleável: o utilizador po¬ 
de configurar a memória como de¬ 
sejar. Por exemplo, o computador 
tem de base 1 MB de memória (640 
KB convencional mais 384 KB, ex- 
tendidos). Mas, se o leitor indicar 
que dos 384 extendidos só deseja 
utilizar 128, o computador irá utili¬ 
zar o resto, os 256K, para simular 
uma placa LIM. Este exemplo é váli¬ 
do para qualquer quantidade de me¬ 
mória. 1 MB é a capacidade máxima 
deste equipamento (1 KByte = 
1.024 bytes, 1 MByte = 1.048.576 
bytes). 

DISCO DURO: 

40 MB 

A BOA VELOCIDADE 

O disco duro é mais um dos pon¬ 
tos fortes deste computador. Apesar 
de só ter 40 ms como tempo médio 
de acesso, a taxa de transferência de 
informação é de 261 KB por segun¬ 
do. No LOTUS 123, 300 KB são car¬ 
regados em apenas 20 segundos. 
Para isto contribuem vários factores. 
Um deles foi a opção pela tecnolo¬ 
gia RLL (Run Limited Lenght)—em 
vez da MFM (Modified Frequency 
Modulation)— a qual permite agrupar 
26 sectores no espaço onde a MFM 
só consegue colocar 17 sectores. 
Outro factor decisivo é formatação 
com interleave de 1:1 (leia-se 1 pa¬ 
ra 1). Normalmente, o interleave é 
2:1 ou até 3:1. Um interleave de n: 1 
significa que o sector com o núme¬ 
ro seguinte está afastado n secto¬ 
res. A disposição dos sectores numa 
pista a vários interleaves são os se¬ 
guintes: 


12 AMSTRAD MAGAZINE 






Formatação a 1:1 


1 

2 

3 

4 

5 

6 

7 

8 

9 

10 

11 

12 

13 

14 

15 

16 

17 

Formatação a 2:1 

1 

10 

2 

11 

3 

12 

4 

13 

5 

14 

6 

15 

7 

16 

8 

17 

9 

Formatação em 2 

: 1 













1 

7 

13 

2 

8 

14 

3 

9 

15 

4 

10 

16 

5 

11 

17 

6 

12 


Isto significa, na prática, que o 
tempo mínimo de leitura duma pista 
completa ser o tempo que o disco le¬ 
va a fazer 1 volta, 2 voltas, 3 voltas 
ou n voltas completas, conforme o 
"interleave" é de 1:1, 2:1, 3:1 ou 
n:1. Perguntará então o leitor, por¬ 
que é que não se formata tudo a 1:1 ? 
É que se o computador não for sufi¬ 
cientemente rápido para acompa¬ 
nhar a cadência o resultado é o in¬ 
verso, isto é, em vez de diminuirmos 
o número de voltas necessárias, au¬ 
mentamos. Caso o leitor ache o que 
disco de 40 MBytes é pequeno, po¬ 
de optar pelo disco de 65 MB. Sem 
"bricolage”, já que a estrutura do 
equipamento tem tudo que é neces¬ 
sário para a montagem ser feita fa¬ 
cilmente. 

Se até agora não temos pontos 
fracos para mencionar, falar dos lei¬ 
tores de diskettes é sinónimo de fa¬ 
lar sobre maleabilidade. O leitor não 
está habituado a ver compatíveis 
"PC" ou "AT" abertos, mas quem 
o está, vê em 90% dos casos ( se 
disséssemos 100%, provavelmente, 
não nos enganaríamos) os cabos pa¬ 
ra o segundo leitor de diskettes sol¬ 
tos e sem utilidade nenhuma. Na 
maior parte dos "PC's" não há es¬ 
paço no interior para um segundo lei¬ 
tor, contrariamente aos "AT" onde 
esse espaço quase sempre existe. 
Quer num caso quer noutro, a mon¬ 
tagem do segundo leitor passará 
sempre, pela requisição de um téc¬ 
nico especializado, mais a inerente 


paragem do equipamento durante o 
tempo de intervenção, que não é 
contada em minutos, mas sim em 
horas. (Para já não falar nos casos 
em que o computador ter de ser le¬ 
vado para os serviços técnicos). O 
AMSTRAD PC 2286 tem esses ca¬ 
bos cá fora. Do lado direito do com¬ 
putador são visíveis duas tomadas e 
um pequeno interruptor. Para efec- 
tuar a montagem basta ligar os dois 
cabos que saiem do leitor externo, 
colocar o interruptor na posição EXT 
e acertar a configuração do compu¬ 
tador com o programa SETUP forne¬ 
cido na diskette de MS-DOS 1/2 INS- 
TAL/SETUP Disk. Também é possí¬ 
vel a montagem duma Floppy Tape. 
Com o modelo utilizado nos testes, 
conseguimos salvaguardar 3,2 MB 
em 2m 30s. O(s) leitor(es) de base 
são do formato 720 KB/ 1,44MB; os 
leitores externos da AMSTRAD têm 
as referências FD-9, FD-10 e FD-11 
com os formatos de 720 KB / 1,44 
MB 360 KB e 360 KB 1,2MB, res¬ 
pectivamente. Este leque de opções 
vai permitir trocar ficheiros com qual¬ 
quer computador. 

O equipamento traz, também, co¬ 
mo é habitual na AMSTRAD, uma 
porta CENTRONICS para ligação da 
impressora, uma porta série e o "ra¬ 
to". De assinalar, que o UART (Uni¬ 
versal Asynchronous Receiver Trans- 
mitter) é o 16450, versão para "AT" 
do 8250. 0 teclado é mesmo stan¬ 
dard, tipo "ENHANCED", com 102 
teclas. O processador é um 80286 



AMSTRAD MAGAZINE 13 



























































CAPA 


que funciona a uma frequência de 
12,5 MHz. 

Resumindo, penso que este equi¬ 
pamento reune um conjunto de ca¬ 
racterísticas de base excelente. Po¬ 
de ser perfeitamente o cerne de 
qualquer solução de CAD/CAM, No¬ 
vell, Multi-Posto, etc., sem que haja 
necessidade de acrecentar qualquer 
"add-on". Temos, inclusivamente, 
conhecimento duma rede Novell, on¬ 
de existem vários AMSTRAD PC 


2286 a funcionarem como "ser- 
ver's'' e terminais. Aliás, o autor des¬ 
tas linhas teve ensejo de assistir à 
instalação de um como ''server'' e 
não tem registo de que houvesse 
problemas. Quanto às instalações 
mulit-posto... bem, já lhe "perdemos 
a conta". 

Realmente, o leque de opções é vas¬ 
tíssimo, ou melhor, é AMSTRAD. 

ANTÓNIO CARDOSO 



OS NÚMEROS DA MÁQUINA 


UNIDADE CENTRAL 

PC2286 

Processador 

80286 

Velocidade do Relógio 

12,5 MHz 

Estados de Espera 

1/2 

Memória Principal 

16/32 bits 

Co-processador Aritmético (opcional) 

80287 

RAM (Paridade verificada) 

1MB 

RAM (Cache) 

— 

Slots de Expansão 

5x16 bits 

Funcionamento Assíncrono do Bus 

Sim 

Opção de Disco Rígido com Interleave de 1:1 

40MB 

Unidades de Disguetes 

1,4 MB 


Ligação para Unidade Externa de Disquetes 5%, 3Vá, ou Streamer 


Sim 


Compatível Hercules, CGA, EGA, VGA 


Sim 


Interface Paralelo Bidireccional para Impressora 


Sim 


Interface Série RS232 


Sim 


Relógio e Configuração da RAM, com salvaguarda por pilhas 


Sim 


Rato-compatível COM e DRV da Microsoft 


Sim 


Teclado Tipo 'AT' 101/102 


Sim 


Fecho de Segurança para Teclado 


Sim 


Comando de Volume de Som 


Sim 


UM 4.0 incorporado 


Sim 


Opção de Divisão da RAM em Convencional/Alargada/LIM 


Sim 


Compatível Rede Novel 1 NetWare 


Central 


Microsoft® 


□ MS-DOS® 


4.0 


□ Windows™ 


286 


□ GW BASIC™ 



Sim 


MONITORES 

PC12MD 

PC14CD 

PC12HRCD 

PC14HRCD 

Dimensão do ecrã (diagonal) 

12" (30,5cm) 

14" (30,5cm) 

12" (30,5cm) 14" (35,6cm) 

VGA 

Sim 

Sim 

Sim 

Sim 

Compatível Analógico 

Sim 

Sim 

Sim 

Sim 

Resolução □ Dot pitch 

— 

0,42 

0,28 

0,29 

□ 640x480 

Sim 

Sim 

Sim 

Sim 

Base Móvel 

Sim 

Sim 

Sim 

Sim 

Anti-reflexo 

Sim 

Sim 

Sim 

Sim 

Até 256 cores no ecrã 

— 

Sim 

Sim 

Sim 

Conversão em 64 tons cinzento 

Sim 

— 

— 

— 



14 AMSTRAD MAGAZINE 


























































PROLOGUE. O Sistema Operativo 
para crescer em bases mais sólidas. 


PROLOGUE é um sistema multi-utiliza- 
dor, multiposto, multitarefa e multicons- 
trutor que oferece possibilidades únicas 
de rentabilização. Um instrumento indis¬ 
pensável à gestão moderna que encara a 
empresa como uma sinergia de funções 
especializadas, em estreita dependência 
umas das outras. Um novo conceito de 
trabalho em grupo. PROLOGUE pro¬ 
porciona os baixos custos e a simplici¬ 
dade da micro-informática, por um lado, 
bem como as elevadas performances e a 


segurança do sistema multiposto, por 
outro. Garante ainda a gestão evoluída 
de ficheiros, com constante actualização 
dos dados. 

PROLOGUE é, assim, a base mais sólida 
para o crescimento da sua empresa. 


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VAMOS EXPLICAR-LHE COMO É: 


1. ° — Você vem até nós para escolher o equipamento. 

2. ° — Preenche um breve questionário e entrega-nos uma 

declaração de vencimento. 

3. ° — E PRONTO! Cerca de Trinta dias depois terá o 

equipamento com que sempre sonhou. 


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Teclado 84 teclas 
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OU 

36 MENSALIDADES DE 9 154S00 


COMPUTADOR IMMS AT 

1 Drive 3 Vz 
1 Disco 20 Mb 
Teclado 101 teclas 
Monitor monocromático 


PRONTO PAGAMENTO 

OU 

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419 000S00 
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ACTUAL 



A grande 
aventura começa 

aqui... 


A informática entrou, decidida¬ 
mente, nas nossas vidas. E esta rea¬ 
lidade levou a que, como sempre, 
houvesse diversas reacções a este 
fenómeno. Pessoas houve que ade¬ 


riram entusiasticamente; outras, 
mais cépticas, mantêm reservas. Pa¬ 
rece ser um facto que, hoje, são ca¬ 
da vez mais as pessoas que usam 
e/ou compram o seu próprio compu¬ 


tador pessoal. Contudo, esta é uma 
situação completamente nova. 
Quem pensaria, há três ou quatro 
anos, que o acesso à informática se 
tornaria tão facilitado como o é hoje? 


AMSTRAD MAGAZINE 17 













































































ACTUAL 



O grande "Boom” 

Há alguns anos atrás, a população 
do nosso país podia ser dividida em 
dois grupos distintos. De um lado es¬ 
tava a gente nova e familiarizada 
com os computadores; não tinham 
medo deles e faziam coisas extraor¬ 
dinárias. Do outro lado, estavam 
pessoas que não conseguiam distin¬ 
guir um teclado do outro, que se res¬ 
sentiam perante a ''intrusão'' destas 
novas máquinas na sua vida e no seu 
emprego; era este o grupo que mais 
resistência oferecia (e oferece...) à 
informatização. No curto espaço de 
2 ou 3 anos anos, esta situação 
alterou-se, podendo detectar-se o 
aparecimento de um terceiro grupo: 
os ''quase-tecnocratas''. Continua¬ 
mos a ter os "tecnocratas'' (que tu¬ 
do sabem acerca de computadores) 
e os "tecnofóbicos" (que têem me¬ 
do deles). 

O terceiro grupo, os "quase- 
-tecnocratas'', são talvez a maioria. 
São aqueles que reconhecem a im¬ 
portância da informática e os bene¬ 
fícios que ela pode proporcionar nas 
nossas actividades profissionais e 
pessoais. Mas não conhecem bem o 
hardware nem o software para de¬ 
les tirarem todo o partido. Os 
"quase-tecnocratas'' pretendem ter 
sucesso com os computadores. Al¬ 
guns deles compraram mesmo um 
computador pessoal na expectativa 
de saberem mais sobre essas máqui¬ 
nas. No entanto, falta-lhes o conhe¬ 


cimento, a perícia ou a confiança pa¬ 
ra pegar nelas e dominá-las. 

A Amstrad tem muitas responsa¬ 
bilidades no aparecimento e cresci¬ 
mento deste terceiro grupo. Foi, sem 
dúvida, a Amstrad que tornou a in¬ 
formática ao alcance de todos no 
nosso país. Este artigo dirige-se a 
esses milhares de "quase-tecnocra¬ 
tas" que possuem ou usam regular¬ 
mente um Amstrad PC 1512 ou 
1640 e gostavam de saber mais so¬ 
bre a sua forma de trabalhar em dois 
aspectos essenciais: o hardware e o 
software. 


Entrar e sair 

Aos que têm medo dos computa¬ 
dores devemos lembrar um facto tão 
simples como este: os computado¬ 
res não são inteligentes. Pelo contrᬠ
rio, eles são até bastante primários 
(há até alguns sistemas que são cha¬ 
mados terminais não inteligentes...) 
e sem uma intervenção externa, não 
servem para nada. Mesmo depois de 
ligados à corrente, é necessário que 
alguém lhes indique o que devem fa¬ 
zer e como. "Lixo para dentro-lixo 
para fora" é uma frase que lembra 
um dos mais importantes princípios 
da informática. Se ninguém introdu¬ 
zir informação no computador, ele 
não pode trabalhar. Se lhe for intro¬ 
duzido qualquer elemento que ele 
não entenda—lixo na sua terminolo¬ 


gia—ele apenas devolve lixo. Não 
há, pois, qualquer pensamento ou 
raciocínio. Por isso, desde início, de¬ 
vem os "quase-tecnocratas" assu¬ 
mir uma postura de superioridade 
perante o computador. Devem ter 
sempre o controlo da situação, o que 
não é difícil porque o computador 
apenas faz aquilo que lhe for dito pa¬ 
ra fazer. E como é possível dar ins¬ 
truções ao computador? Simples: 
utilizando o periférico que possibili¬ 
ta a entrada de informação da mes¬ 
ma forma como se se comunicasse 
com outra pessoa. Para comunicar¬ 
mos nós utilizamos a linguagem ver¬ 
bal ou gráfica, que é, justamente, 
uma sequência de letras e números 
colocados de acordo com regras de¬ 
finidas tal como o computador. 

A forma normal de introduzir da¬ 
dos num computador é introduzi-los 
através do seu teclado ou utilizando 
periféricos especiais como o joystick 
e o rato. Como resultado desta ac¬ 
ção, o computador pode querer co¬ 
municar consigo, o que fará, normal¬ 
mente, através do seu ecrãn, que 
não é mais do que um ecrã de tele¬ 
visão de sala, embora possa utilizar 
o som na forma de apitos ou asso¬ 
bios. E, tal como nós, o computador 
tem capacidade de decisão situada 
entre a entrada e a saída. Em gíria in¬ 
formática, isto é conhecido como 
CPU, Unidade Central de Processa¬ 
mento. Nós, humanos, chamamos- 
-Ihe cérebro. 

Um último ponto nesta volta pelo 


18 AMSTRAD MAGAZINE 
































sistema. Nós somos capazes de pro¬ 
duzir várias acções pois o nosso cé¬ 
rebro tem a capacidade de não es¬ 
quecer os processos importantes- 
os programas. Dado que os compu¬ 
tadores não são inteligentes, têm 
que ser programados se quisermos 
que eles executem alguma opera¬ 
ção. 

Uma das funções mais importan¬ 
tes dos computadores é a sua capa¬ 
cidade de guardar informações e 
possibilitar a sua consulta e/ou alte¬ 
ração em tempo oportuno. Nos pri¬ 
mórdios da informática, este arma¬ 
zenamento era feito usando fitas de 
papel perfurado, onde os buracos si¬ 
mulavam o pressionar das teclas no 
teclado. Obviamente, isto limitava o 
número de instruções que podiam 
ser guardadas e aumentava considera¬ 
velmente o tempo gasto para produ¬ 
zir o programa. Computadores mais 
recentes armazenavam alguns milha¬ 
res de instruções numa banda mag¬ 
nética. 

A seguir surgiram as disquetes, 
por vezes chamadas de discos flexí¬ 
veis (floopy disks) devido às suas ca¬ 
racterísticas mecânicas. Os compu¬ 
tadores vêm, normalmente, equipa¬ 
dos com um ou dois leitores de dis¬ 
quetes (drives). 

Para completar esta descrição, 
não podemos esquecer o mecanismo 


ultramoderno de guardar informa¬ 
ção: os discos rígidos. Estes são 
exactamente como as primeiras dis¬ 
quetes mas, devido à forma como 
são produzidos, podem guardar mui¬ 
tíssima mais informação. Uma dis¬ 
quete de 5,25” de um Amstrad po¬ 
de armazenar 360 mil bytes; qual¬ 
quer disco rígido vulgar pode guar¬ 
dar 30 milhões ou mais. 

Programas de dados 

Os computadores trabalham, pois, 
com instruções fornecidas através do 
teclado. Hoje em dia, é cada vez 
mais frequente que as instruções se¬ 
jam fornecidas a partir do disco rígi¬ 
do pré-programado que contém a to¬ 
talidade das instruções necessárias 
para que a máquina desempenhe 
uma tarefa determinada. 

No que diz respeito a programas 
(software), podemos falar acerca de 
processadores de texto, folhas de 
cálculo, bases de dados, criadores 
de gráficos, simulações educacio¬ 
nais, jogos, etc. Cada uma destas 
aplicações necessita de um conjun¬ 
to diferente de instruções. Mas ca¬ 
da conjunto deve ser introduzido da 
mesma maneira no computador. Co¬ 
mo isso pode-ser feito, vê-lo-emos 
mais à frente. 


Quando ligamos o computador, 
normalmente aparece a letra A' ou 
a letra C' (se tiver disco rígido). Será 
apenas isto que o computador é ca¬ 
paz de fazer? Claro que não. Acon¬ 
tece que ainda não lhe foi transmiti¬ 
da qualquer ordem para executar 
uma tarefa. Suponhamos que o lei¬ 
tor tinha sido programado para sal¬ 
tar cada vez que ouvisse a palavra 
"salta”. Então, deveria sentar-se à 
espera que alguém ou alguma coisa 
lhe dissesse essa palavra, lhe desse 
essa instrução. Os computadores 
funcionam exactamente assim. Eles 
ficam "sentados”, com o cursor a 
piscar, até que lhe introduzam da¬ 
dos. Só depois disso é que eles "sal¬ 
tam” para a vida e começam a agir 
como se fossem inteligentes. Através 
do teclado ou do disco fornecemos 
dois tipos de informação: primeiro, 
a informação do programa que indi¬ 
ca ao computador o que deve fazer 
em determinadas circunstâncias; o 
segundo, os dados (números, letras 
ou ambos) sobre os quais o compu¬ 
tador trabalha. 

Podemos, através do teclado, ins¬ 
truir o computador para fazer tudo. 
Mas existe um grande problema: a 
forma como comunicamos ideias e 
conceitos entre nós não é a mesma 
que a utilizada pelo computadores. 
Nós usamos um sistema de lingua- 



AMSTRAD MAGAZINE 19 













































































































































ACTUAL 


gem de alto nível, cheio de varian¬ 
tes e sinais. 0 computador trabalha 
num sistema simples de interrupto¬ 
res electrónicos muito rápidos. Algo 
terá de fazer a tradução entre a nos¬ 
sa linguagem e a do computador. A 
estes "tradutores" chamamos "lin¬ 
guagens de computador". 

Existem dezenas de linguagens de 
computador, cada uma delas tradu¬ 
zindo de uma forma diferente. Uma 
das mais duradoiras foi escrita espe¬ 
cialmente para os novatos da infor¬ 
mática: o BASIC (Beginners All 
Symbolic Instruction Code). Aversão 
2 do Basic é fornecida com os Ams- 
trad. 

Em primeiro lugar, devem ser fei¬ 
tas cópias de segurança de todas as 
disquetes que acompanham o Ams- 
trad PC. As disquetes com as cópias 
de segurança devem ter uma etique¬ 
ta igual às originais e devem ser 
guardadas em local seguro. 

Agora é altura de carregarmos o 
Basic 2, que é uma aplicação basea¬ 
da no GEM. 

Instalar o GEM 
Usar o Basic 2 

O GEM é a sigla de Graphics Envi- 
ronment Manager. Foi incluído nos 
Amstrad por ser um óptimo sistema 
de comandos de facílima utilização 
para os que estão, pela primeira vez, 
a trabalhar com um computador. 

Infelizmente, se o GEM é fácil de 
usar, não é tão fácil de instalar, já 
que envolve diversos procedimentos 
de troca: meter disquetes no drive e 
retirá-las em intervalos frequentes. 

Provavelmente, a forma mais fᬠ
cil de instalar o GEM é inserir a dis¬ 
quete vermelha (disk 1) no drive A: 
e digitara palavra "mouse", pressio¬ 
nando em seguida a tecla "Enter". 
Esta operação permite que o rato tra¬ 
balhe como as teclas e como cursor. 

Em seguida, digite "Gem" e pres¬ 
sione a tecla "Enter". Siga as instru¬ 
ções que aparecem no ecrã. Quan¬ 
do obtiver a instrução de "Click on 
OK", desloque o rato sobre a sua se 


cretária e verá uma seta deslocar-se 
no ecrã. Quando tiver substituído a 
disquete de Startup pela de Desktop, 
posicione a seta por cima do "OK" 
e pressione o botão esquerdo do ra¬ 
to uma vez isto é, o click. 

Aparecem, então, os gráficos do 
GEM. Desloque a seta para cima do 
cone "Basic 2" e prima rapidamen¬ 
te (duas vezes) o botão esquerdo do 
rato. Depois, posicione a seta no co¬ 
ne da letra B-Basic. 

APP e volte a premir rapidamente 
(duas vezes) o botão esquerdo do ra¬ 
to. Está assim carregado o Basic 2. 

No Basic 2 pode ver agora três 
rectângulos (janelas). No topo es¬ 
querdo, existe a janela de "Diálogo" 
onde se podem juntar as instruções 
para o computador correr o pro¬ 
grama. É também nesta janela que 
existe uma outra onde nos é indica¬ 
do o que está a acontecer na pro¬ 
gressão do programa. No canto in¬ 
ferior esquerdo, encontra-se a jane¬ 
la de "Edição", na qual se podem 


digitar as instruções do programa. Fi¬ 
nalmente, no lado direito, está a janela 
da apresentação de "Resultados". 

Cada uma destas janelas pode ser 
activada se deslocar a seta para o 
seu interior e premir o botão esquer¬ 
do do rato. Tente o seguinte: active 
a janela de "Edição" e digite 
10 input "quantia", qnt 
20 input qnt,qnt* 1.17 
30 goto 10 

Não se esqueça de premir a tecla 
"Enter" no fim de cada linha. Repa¬ 
re que o Basic transforma, automa¬ 
ticamente, as letras minúsculas de 
comando em maiúsculas. 

Posicione, agora, a seta na janela 
de "Diálogo" e prima o botão es¬ 
querdo do rato para a activar. Digite 
"Run" e prima a tecla "Enter". O 
programa deve avançar. 

Os resultados 

Se o leitor procedeu correctamen¬ 
te até aqui, verá a palavra "quantia" 





20 AMSTRAD MAGAZINE 






















na janela de "Resultados”. Bastará 
agora introduzir qualquer número 
(nenhuma letra) e premir a tecla de 
"Enter" para que o programa pro¬ 
cesse o dado. Na linha seguinte, 
aparece novamente o seu número e 
o resultado da sua multiplicação por 
1.17. Por outras palavras, o leitor 
tem um rudimentar calculador do 
IVA. Quando estiver cansado de cal¬ 
cular o IVA com o Basic 2, desloque 
a seta para a palavra "File" que es¬ 
tá no topo esquerdo do ecrã. 
Desloque-a, depois, para a palavra 
"Quit" e prima, novamente, o botão 
esquerdo do rato. Quando aparecer 
uma caixa com "OK", prima uma 
vez mais o botão esquerdo do rato. 
Quando regressar ao GEM, desloque 
a seta para a palavra "File" e na op¬ 
ção "Exit to Dos", prima o botão es¬ 
querdo do rato. 

Volta à situação em que estava an¬ 
tes da sua incursão pelo GEM e pela 
programação. 

O Básico da memória 

Um dos principais temas com que 
os recém-chegados à informática se 
vêem a braços diz respeito à memó¬ 
ria da máquina. Imagine o leitor que 
a unidade central do computador 


tem centenas ou mesmo milhares de 
gavetas nas quais vai poder guardar 
informações. Cada uma destas ga¬ 
vetas chama-se "byte" e pode guar¬ 
dar um caracter. Um "K” (kilobyte) 
é, aproximadamente, 1000 bytes. 
Ou, mais precisamente, 1024 bytes. 
Por exemplo, o Amstrad PC 1512 
tem 512K de memória disponível pa¬ 
ra guardar informação, enquanto o 
Amstrad PC 1640 tem 640K. 

Temos, no entanto, um distinção 
importante a fazer: entre a memória 
que está disponível para guardar in¬ 
formação (texto, números e mesmo 
programas), e a memória disponível 
para que o computador se compor¬ 
te como tal (ler e organizar a infor¬ 
mação do teclado, por exemplo). 

A Memória de Acesso Aleatório 
(RAM-Random Acess Memory) é a 
memória que está disponível para si. 
É assim chamada porque o utilizador 
pode, quando o desejar, abrir a "ga¬ 
veta" da memória que desejar. Infe- 
lizmente, a RAM é volátil. Quando se 
desliga a máquina, a memória perde- 
-se. Deve, por isso, guardar-se a in¬ 
formação no disco disco rígido ou 
em disquetes. 

Temos ainda a Memória Só de Lei¬ 
tura (ROM-Read Only Memory) que, 
como o próprio nome indica, é a me¬ 
mória própria para que o computador 


possa operar. Apenas serve para a 
leitura do computador e não pode ser 
alterada já que está gravada em cir¬ 
cuitos dentro da máquina. 

O Básico da salvaguarda 

Para sua protecção, nunca utilize 
os programas nas suas disquetes ori¬ 
ginais; pode estragar-se e perde-se 
o programa. Faça sempre uma cópia 
de segurança das disquetes originais 
para outras. Este é o processo co¬ 
nhecido por "backup". 

Para fazer um backup, introduza a 
disquete original (source diskette) no 
drive da esquerda (drive A:). 
Assegure-se de que a ranhura gran¬ 
de da disquete entra primeiro no dri¬ 
ve e que o corte lateral da capa está 
do lado esquerdo. Pressione a dis¬ 
quete com cuidado e feche a porta. 
Digite, então: 

DISKCOPY A: B: (E prima a tecla 
"Enter") 

Se o computador tiver dois drives, 
a disquete alvo—target diskette— 
deve estar no drive do lado direito, 
o drive B:. 

A tecla "Enter" e a tecla "Return" 
(tecla com uma seta dobrada para a 
direita, no centro do teclado) enviam 
o comando que acabou de ser digi- 



AMSTRAD MAGAZINE 21 





















ACTUAL 


tado para a Unidade Central de Pro¬ 
cessamento. Esta carrega então as 
instruções para fazer a cópia exacta 
de uma disquete para outra. Siga as 
instruções que aparecerem no ecrã 
e não há possibilidade de se enga¬ 
nar. (No próximo número da "Ams- 
trad Magazine”, publicaremos um 
artigo dedicado, exclusivamente, aos 
sistemas de backup.) 

Nascimento do PC 

Finalmente, uma pequena resenha 
da evolução da microinformática nos 
últimos anos. 

As evoluções mais recentes da in¬ 
formática surpreendem-nos tanto 
mais quanto nos lembramos que os 
computadores apareceram há ape¬ 
nas dez anos. Foi quando a Commo- 
dore introduziu o PET (Personal Elec¬ 
tronic Transactor) na Grã-Bretanha. 
O PET tinha um teclado minúsculo, 
8K de memória RAM e integrado um 
gravador audio de cassetes, nas 
quais podiam ser guardados progra¬ 
mas e dados. E, além disso, só po¬ 
dia ser comprado em lojas especiali¬ 
zadas e a um preço muito elevado. 

Até que, em 1980, Clive Sinclair 
introduziu o pequeno ZX80, seguido, 


um ano depois, pelo ZX81. Estes 
modelos foram vendidos em grandes 
armazéns a preços acessíveis. De tal 
maneira que estiveram presentes em 
muitos sapatinhos nesse Natal... São 
estes computadores que tornaram a 
informática, de facto, popular. Mui¬ 
ta gente depressa se apercebeu dos 
benefícios destes "micro-micros”, 
que se tornaram uma verdadeira mo¬ 
da, senão mesmo euforia. 

Na Inglaterra, por exemplo, foi lan¬ 
çado com enorme sucesso o BBC 
Micro, que foi designado para acom¬ 
panhar uma série da televisão brit⬠
nica sobre o uso dos micros. Ainda 
não era, propriamente, um PC, mas 
sim o primeiro degrau de uma esca¬ 
da que cresceu rápida e vertiginosa¬ 
mente. 

O ano de 1983 marca outra data 
importante: nos Estados Unidos, a 
IBM lança o seu computador pes¬ 
soal, em Março. Este pioneiro e an¬ 
tecessor dos modernos Amstrad ti¬ 
nha 64K de memória RAM, dois 
drives de disquetes de 160k e cus¬ 
tava a módica quantia 700 contos 
Na Europa, os distribuidores compe¬ 
tiam arduamente para serem os pri¬ 
meiros a importar as últimas versões 
do software para aquele que prome¬ 
tia tornar-se na máquina standard da 


indústria informática. E, como hoje 
sabemos, o PC depressa se guindou 
ao topo dos negócios enquanto, ao 
mesmo tempo, se adoptava a com¬ 
patibilidade IBM. Contudo, a ascen- 
ção meteórica do PC não se ficou a 
dever aos esforços da IBM. Pelo me¬ 
nos durante os primeiros anos, a IBM 
tentou sempre manter uma conside¬ 
rável exclusividade. A criação e de¬ 
senvolvimento do standard IBM 
deveu-se, sobretudo, a outros cons¬ 
trutores que produziam melhores 
máquinas e que, ao mesmo tempo, 
estavam em conformidade com uma 
determinada consistência de opera¬ 
ção. Dentre estes construtores te¬ 
mos que destacar a Amstrad, que 
foi, de facto, uma das mais bem su¬ 
cedidas neste campo. 

Em 1986, apenas seis anos depois 
do ZX80 e três depois do primeiro PC 
da IBM, surge o modelo que revolu¬ 
cionou o mercado: o Amstrad PC 
1512. Seguido de perto pelo Ams¬ 
trad PC 1640 e a gama portátil (os 
PPC 512 e 640) e, em finais de 
1 988, pela série Amstrad PC 2000. 
Todos estes modelos são baseados 
no standard IBM e podem usar pro¬ 
gramas (software) e equipamento 
(hardware) compatíveis IBM. Mas a 
preços Amstrad... 



22 AMSTRAD MAGAZINE 



































INFORPOR 

VI EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE INFORMÁTICA 
E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO 



26 a 29 de Outubro de 1989 


LOCAL 

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HORÁRIO 

15.00/18.00 — Exclusivamente para pro¬ 
fissionais 

18.00/23.00 - Público 


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Telef.: 65 75 20/24/88 
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Telefax: 69 14 93 


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AGORA MAIS LIVROS 
PARA SI... 



flMMMI DE INTRODUÇÃO 
MS COMPUTADORES 



VEJA NAS PAGINAS 25 A 40 


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A'IKK K A 


PEDRO GUERREIRO 



EUROPA 

AMÉRICA 







AMSTRAD 

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CHEGUE A TODOS 
PEÇA-NOS UMA VISITA 

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REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD 





•Ti 




WjAGAZINE 






















FREE-SOFT 


PROGRAMAS DISPONÍVEIS 

VER DESCRIÇÃO NOS NÚMEROS ANTERIORES 
DA AMSTRAD MAGAZINE 



FS-101 

O 

BUGS 

FS-102 

O 

PINBALL 

FS-103 

O 

PITFALL 

FS-104 

O 

POKER MACHINE 

FS-105 

O 

PYRAMID 

FS-106 

O 

RAIN 

FS-107 

o 

ROCKETS 

FS-108 

o 

XWING 

FS-109 

o 

MAHJONG 

FS-110 

o 

MATH PAK 

FS-111 

o 

EPISTAT 

FS-112 

o 

MAHJONG 
— para ecrã EGA 

FS-113 

o 

ALLMAC 

FS-114 

o 

ICON MAKER 

FS-115 

o 

ALTAMIRA 
— editor gráfico 

FS-116 

o 

DRAW POKER 

FS-117 

o 

PIANO MAN 

FS-118 

o 

UTILITÁRIOS PARA 
ECRÃS EGA 

FS-119 

o 

WORLD 

FS-120 

o 

MUSIC 

FS-121 

o 

PAINT 

FS-122 

o 

FXMATRIX 

FS-123 

o 

BIORRITMO 
VERSÃO 3.0 

FS-124 

o 

TAROT 

FS-125 

o 

BLACK JACK 

FS-126 

o 

GIN RUMMY 

FS-127 

o 

EDWIN 

FS-128 

o 

MONOPOLY 

FS-129 

o 

ANSIDRAW 

FS-130 

o 

CASIOZ 

FS-131 

o 

BIORRITMO 

PESSOAL 

FS-132 

o 

BACCARAT 

FS-133 

o 

ICHING 


FS-134 

O 

FS-135 

O 

FS-136 

O 

FS-137 

O 

FS-138 

o 

FD-904 

o 

FS-140 

o 

FS-141 

o 

FS-142 

o 

FS-143 

o 

FS-144 

o 

FD-901 

PI 


FD-902 

FD-903 

FS-145 

FS-146 

FS-147 

FS-148 

FS-149 

FS-150 


E CP/M 2.2 


PARA CARTA 
GRÁFICA HERCULES 
STAR-SAK 
PC-SIZE 
FORGET-IT 
PC-PLAN 
PC-EMS 
PC-MULTI 
PC-PITMAN 

◦ TRIVIA MACHINE 
O UTILITÁRIOS 

PARA O WORDSTAR 
O FRED 

◦ BAS-INIT 
O YAHTZEE 

O DGEDIT-EDI. PESSOAL 
O L5 

O SHORTIES 



26 AMSTRAD MAGAZINE 


















































































































































































































































































































FREE-SOFT 






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sidade há no qJ? n e c 

m mando de E n Um 
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RF - : F.S. 


752 


AMSTRAD MAGAZINE 27 





CLUBE AM 


aprenda você mesmo... 


D BASE III™- LOTUS 123 - PC/MS-DOS 



A QUALQUER HORA, EM QUALQUER LUGAR... 



APRENDA 
VOCÊ MESMO 

LOTUS 1-2-3 



FÁCIL PARA TODOS 


Divididos em vários módulos, os cursos APRENDA VOCÊ 
MESMO tornam-se muito flexíveis. 

Acabam-se os horários rígidos. Os alunos estudam quando 
têm tempo, repetindo as lições até se familiarizarem com o 
tema. 

A aprendizagem faz-se ao ritmo individual de cada um e 
pode fazer-se em qualquer sítio onde exista um computador. 

Funcionando com os computadores mais populares, os cur¬ 
sos podem ser partilhados por várias pessoas que, assim, 
estabelecem o horário que mais lhes convém. 

Mas uma das grandes vantagens dos cursos APRENDA VOCÊ 
MESMO, é que foram especialmente concebidos para se adap¬ 
tarem aos diferentes níveis de conhecimento dos formandos. 


CONTEÚDO 


Como indica a própria designação APRENDA VOCÊ MESMO, 
os cursos são facilmente utilizáveis pelo próprio formando, sem 
necessidade de um instrutor. 

Basta introduzir uma disquete no computador e seguir as ins¬ 
truções visíveis no écran. Isto torna os cursos altamente aces¬ 
síveis, mesmo para as pessoas sem quaisquer conhecimentos 
de informática. 

Além disso, todo o conteúdo é apresentado em português 
não existindo, portanto, as barreiras linguísticas habituais nas 
novas tecnologias. 


DOS CURSOS 



• LOTUS 1-2-3 
Noções de base 

- Movimentos 

- Números e textos 

- Fórmulas e cálculos 

- Copiar 

- Guardar o trabalho 

- Janelas 

- Edição dos dados 

- Gráficos 

- Base de dados 

- Macros. 

REF. 401 


• d BASE III PLUS 

Noções sobre a base de dados 

- Íntrodução/Visualização/Criação/ 
Modificação 

- Busca de registos 

- índice 

- Impressão 

— A gestão de menus 

- O cálculo 

- A programação 

- Introdução de dados 

- Leitura de dados 

- Ordenação ref. 402 


APRENDA 

VOCÊ 

MESMO 

PC/MS - DOS 

REF. 400 

19.900500 

APRENDA 

VOCÊ 

MESMO 

LOTUS 1-2-3 

REF. 401 

IS.900500 

APRENDA 

VOCÊ 

MESMO 

d BASE III + 

REF. 402 

19.900500 



(Não 

se esqueça de indicar o formato das disquetes 







USE POSTAL N.° 4 


28 AMSTRAD MAGAZINE 























CLUBE AM 


EUROPA 

AMÉRICA AS VANTAGENS 

__ DO COMPATÍVEL 



OJADOUTim 
DO 



~r 

ii 



O Amstrad PC 1512 teve uma notável entrada no mundo dos compatí¬ 
veis IBM. Dois sistemas de exploração (MS-DOS e Dos Plus), um integrador 
(GEM), um potente BASIC e um editor gráfico (GEM Paint) tornam o PC 1512 
num dos microcomputadores com maiores possibilidades. 

Este livro foi concebido quer como guia do utilizador quer como manual 
de referência. Um capítulo especial é dedicado à comunicação. 


GUIA DO UTILIZADOR AMSTRAD REF. 914, 990S00 


AMSTRAD MAGAZINE 29 




















































CLUBE AM 



MANUAL DE INTRODUÇÃO 
AOS COMPUTADORES 


A cultura tecnológica desempenha, na sociedade dos 
nossos dias, um papel cada vez mais fundamental. O 
presente Manual de Introdução aos Computadores, de 
Ellen Richman, incide .sobre uma das áreas mais rele¬ 
vantes dessa cultura, que é a que diz respeito à utiliza¬ 
ção de computadores e, em particular, de 
computadores pessoais. 

A autora apresenta de modo claro e sucinto as princi¬ 
pais aplicações dos computadores (processamento de 
texto, base de dados, folhas de cálculo, etc.), bem como 
alguns aspectos de programação elementar numa lin¬ 
guagem adequada a pequenos programas simples: o 
BASIC. 

A clareza e o rigor do texto permitem a utilização deste 
livro por crianças, jovens e adultos que pretendam 
adquirir a "literacia computacional" indispensável ao 
uso da informática 


REF. 910 1 400500 


Conhecer 

Melhor 


O BASIC 

Actualmente, todos os microcomputadores 
e muitos dos computadores clássicos são pro¬ 
gramáveis em Basic. O domínio desta lingua¬ 
gem tornou-se assim imprescindível a um nú¬ 
mero cada vez maior de pessoas que, por razões 
profissionais ou meramente lúdicas, recorrem 
dia a dia ao computador. 

Para além de constituir uma introdução cla¬ 
ra e acessível à linguagem Basic, o presente 
livro de Alain Checroun — professor da Uni¬ 
versidade de Paris-Dauphine — inclui ainda 
quinze exemplos de aplicação que cobrem cam¬ 
pos tão variados como a classificação de dados 
estatísticos, o cálculo de um integral, o traçado 
de um histograma, o jogo das damas ou a simu¬ 
lação do jogo do loto. 



REF. 911 


880500 


30 AMSTRAD MAGAZINE 

















































































































JOHN SINCLAIR 


PMUUClES EMIOPâ AMERICA 


Dii-lhe como deve equipar 
o escritório electrónico 
Ajuda-o a resolver pro¬ 
blemas resultantes da 
introdução de novas 
tecnologias 


O ESCRITÓRIO 
ELECTRÓNICO 

A organização do escritório e a forma 
como o trabalho aí se realiza têm vindo a 
sofrer rápidas alterações, em consequência das 
novas tecnologias. Actualmente, e mais do que 
alguma vez foi necessário, o pessoal de escri¬ 
tório precisa de ser flexível e capaz de se 
adaptar a novos métodos de processamento 
da informação. O presente texto é ideal, tanto 
para estudantes como para os trabalhadores 
de escritório que necessitem de uma intro¬ 
dução esclarecida ao processamento no escri¬ 
tório electrónico. O autor dá a conhecer aos 
leitores certos conceitos sobre o processa¬ 
mento da informação, explicando como as 
novas tecnologias podem conduzir a resulta¬ 
dos mais interessantes. 


PREÇO: 1 450S00 REF. 913, postal 3 



TÉCNICAS DE PROGRAMAÇÃO 

PASCAL 

Este é um livro de programação em Pascal, o que significa que 
é de programação e, ao mesmo tempo, sobre a linguagem Pascal. 
Não se trata de uma obra que por acaso usa o Pascal como meio 
de suporte à descrição dos algoritmos. É claro que as técnicas e os 
princípios expostos podem, em princípio, aplicar-se à programação 
noutras linguagens da mesma família. No entanto, os programas 
que se vão desenvolvendo traduzem a convicção de que, ao pro¬ 
gramar uma linguagem, deve tentar-se usá-la o mais eficazmente 
possível. A informação aqui contida é suficiente para resolver a 
maior parte das dúvidas de natureza sintáctica ou semântica que 
se possam levantar quando se programa em Pascal. 

O livro é concebido para um público de nível universitário, dos 
primeiros anos dos cursos superiores, onde a aprendizagem da 
programação de computadores se faça por intermédio do Pascal. 
A sua organização permite torná-lo utilizável no âmbito de cadei¬ 
ras de Introdução aos Computadores e Programação, mas também 
no de cadeiras de programação de carácter mais amplo. 

A obra é composta por três partes: na primeira, faz-se uma 
passagem inicial pela linguagem Pascal, através de problemas de 
programação que permitem pôr em movimento todos os principais 
elementos da linguagem; na segunda, estudam-se de maneira sis¬ 
temática algumas das principais técnicas de programação de uso 
geral; na terceira, apresentam-se alguns exemplos substanciais de 
programação em Pascal, que são desenvolvidos do principio até ao 
fim. utilizando as técnicas estudadas. 


PREÇO: 1 970S00 REF. 912, postal 3 


AMSTRAD MAGAZINE 31 




























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5 JOGOS SORTIDOS 
PARA CPC 


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INCLUEM O TRANSPORTE 
E O I.V.A. A17% 


Se é possuidor de um CPC, se tem entre 5 e 95 
anos, se tem tempo para jogar e não tem jogos — 
então tem um grave problema. 

Felizmente nós propomos-lhe uma solução. 

5 Cassetes com 5 jogos (surpresa) diferentes, 
vão diverti-lo por muito mais de 5 horas e custar 
muito menos de 5 contos, embora também cus¬ 
tem um pouco mais de 5 escudos. 


V. 






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32 AMSTRAD MAGAZINE 































DMP4000 


Manual de Utilização 


LOCOSCRIPT 2 (para PCW 9512) 
Manual do Utilizador EM PORTUGUÊS 


Quase quatrocentas páginas de texto, figuras, esquemas, e 
exemplos, constituem o mais completo livro em português sobre 
um processador de texto que tem arrastado centenas de pessoas 
dos teclados das máquinas de escrever para os teclados das 
modernas máquinas de processamento de texto. 


PRECO 500S00 


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DMP 4000 

- MANUAL DE UTILIZAÇÕES EM PORTUGUÊS 

Com uma qualidade de impressão relativamente 
elevada tendo em consideração que se trata de uma 
impressora de 9 agulhas, a DMP 4000 pode 
distinguir-se actualmente como uma impressora bem 
sucedida no mercado nacional. Tal facto, constituiu 
uma das razões que nos levou a optar pelajnclusão 
do seu manual de utilização, EM PORTUGUÊS, nesta 
secção da AM, procurando com isso continuar a pro¬ 
porcionar aos nossos leitores informação tão deta¬ 
lhada quanto possível, numa linguagem tão simples 
quanto possível, a um preço nitidamente impossível. 


PREÇO: 1 200S00 


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AMSTRAD MAGAZINE 33 






































CLUBE AM 


ê 


% 


MICROSOFT FLIGHT SIMULATOR version 3.0 > 



Para quem gosta de simuladores de vôo este é O 

SIMULADOR DE VÔO. 

Suportando muitas das cartas gráficas habituais nos 
PC's inclusivé a Hercules, a EGA, a VGA, e a CGA em 
visores de cristal liquido ou CRT's, o Flight Simulator que 
neste número colocamos à disposição de todos os leitores 
foi concebido por uma das maiores softhouses da actuali- 
dade, senão mesmo a maior - a Microsoft - e é no minimo 
um simulador excelente a todos os níveis. Em termos de 


PREÇO: 9 900$00 


gráficas desde CGA a VGA 

gráficos, por exemplo, para além de suportar as cartas 
gáficas já referidas e de delas extrair as capacidades que 
lhes são inactas, suporta ainda outras cartas gráficas não 
previstas na versão base mas adicionáveis através de 
drivers externos. 

A simulação que pode decorrer num de três aviões 
diferentes, escolhido pelo utilizador, pode basear-se em 
operações de descolagem, aterragem, ou vôo normal, 
sofrendo, ou não, efeitos climatéricos (chuva, vento, 
neve, etc), ou temporais (dia, fim de tarde, noite, etc.), e 
estando, ou não, condicionada a um conjunto enorme de 
outros factores, entre os quais podemos referir os vôos 
em esquadrilha, ou em perseguição, querem periodosde 
paz, quer em períodos de guerra. 

O nível de realidade da simulação e controlável pelo 
utilizador através de opção acedida por teclado, e para os 
utilizadores menos à vontade num “cock pit” existe ainda 
a possibilidade de assistir a lições de vôo sub-divididas 
por tarefas a executar. A documentação é composta por 
um enorme manual, diversos mapas, e um pequeno livro 
de “Quick Reference” (referências rápidas), apoiando de 
uma forma melhor do que excelente o jogo que se 
encontra dividido pelas duas disquetes de 5.25” que 
complementam a package. 

Para além do interesse do jogo, pensamos que é digno 
de nota o facto dele suportar e tirar proveito das cartas 
VGA, facto que, sem dúvida, o torna único no mercado 
português. 


REF. 330, postal 3 


QUICK BASIC versão 3.0 


Uma excelente linguagem de programação e 
um óptimo compilador de programas concebi¬ 
dos em BASICA ou GW-BASIC, o Quick BASIC 
proporciona a todos os programadores desta 
linguagem uma velocidade de processamento 
que embora não sendo tão grande como a que se 
obtém no dialecto da mesma linguagem lançado 
pela Borland, é muito mais standard. 

Para todos os utilizadores do GW, o Quick 
BASIC só pode ser a evolução perfeita. Baseado 
num set de instruções que quase se pode con¬ 
siderar cem por cento igual ao do dialecto GW, o 
QB traz-nos toda a velocidade de uma linguagem 
compilada, as facilidades de “debugging” co¬ 
muns aos interpretadores da mesma linguagem, 
e um completo manual de utilização, por um 
preço impossivelmente baixo!!! 


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I 

L 


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REF. 331, postal 3 


, J 



34 AMSTRAD MAGAZINE 



























CONTABILIDADE REF. 412 8 900S00_Postal 4 


(Não se esqueça de indicar o formato das disquetes) 


AMSTRAD MAGAZINE 35 











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DISKETTES 

AMSTRAD 



Em 3", 3.5", ou 5.25" as diskettes 
Amstrad são fornecidas em conjuntos 
de 10 unidades com caixa plástica, ga¬ 
rantindo uma perfeita formatação e 
fiabilidade dos dados armazenados. 


3" PREÇO: 8 490$00 REF. 315 
3.5” PREÇO: 5 990$00 REF. 316 
5.25" PREÇO: 2 690$00 REF. 317 



#***#*#*#*#*#** 


MANUAL DO PC 
EM PORTUGUÊS 


Será que os computadores só podem ser utili¬ 
zados por quem sabe inglês? 

É evidente que não. Embora o conhecimento da 
língua inglesa facilite a aprendizagem, nunca se 
poderá considerar indispensável para este efeito. 
No nosso país, são cada vez mais frequentes as 
marcas que traduzem os manuais e as packages, 
e adaptam os teclados, para poderem possuir 
boas soluções informáticas em mercados que 
nada têm a ver com a língua inglesa. 

Foi assim, seguindo esse princípio, que AM optou 
por incluir nesta secção a tradução do MANUAL 
DO PC, para facilitar a vida a todos os que em 
Portugal preferem ler em português. 


PREÇO: 1 900$00 REF. 310, postal 3 


THE AMSTRAD C0LLECTI0N 


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os encomendar, uma única oportunidade de adquirir tudo isto por este 
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MICROSOFT WORKS 



Descrever o WORKS em tão pouco espaço, 
seria completamente impossível, para além de 
que estaríamos apenas a repetir aquilo que a 
maior parte dos utilizadores já ouviu acerca 
desta package integrada. No fundo em tão 
poucas linhas apenas podemos dizer que o 
WORKS integra quatro poderosas ferramentas 


prontas para satisfazer a maior parte das neces¬ 
sidades informáticas de qualquer utilizador. 

Processador de texto, folha de calculo, e base 
de dados, são apenas 3 das 4 aplicações inte¬ 
gradas nesta package. A quarta aplicação pode 
funcionar como complemento de cada uma 
destas ou independente de todas elas, visto que 
se trata de uma package de comunicações. 

A complementar as 12 disquetes fornecidas 
(8 disquetes em formato 5.25", e 4 com o mesmo 
conteúdo em formato 3.5") um extenso e com¬ 
pleto manual com mais de 600 páginas ordena¬ 
das de uma forma lógica, e incluindo um com¬ 
pleto, e útil, indice, torna o WORKS a package 
ideal para quem tem pouco tempo para 
aprender a “mexer” no computador mas deseja 
aproveitar todas as suas potencialidades. 

“Um dia de trabalho numa hora de WORKS”, 
podemos afirmar que é a melhor forma de des¬ 
crever o que esta “pequena maravilha” pode 
fazer por si. Tudo o resto está dito nas entreli¬ 
nhas do que dissemos, e demonstrado no soft¬ 
ware que lhes deu origem. 


PREÇO: 37 500$00 REF. 325, postal 3 


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REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD | 

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38 AMSTRAD MAGAZINE 






























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Av. Calouste Gulbenkian, Lote 7 - Loja 37 

MONÇÃO 

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GUIMARÃES 

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BRAGANÇA 

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Av. Sã Carneiro, Bloco 1 - Loja 19 

PENAFIEL 

• Edifício Brasília - Loja X 


AMSTRAD MAGAZINE 39 















JAGAZINEl 











EMPRESAS 



LUSICOMP 

UMA NOVA FILOSOFIA 
NO MERCADO INFORMÁTICO 


"Um único interlocutor com os utilizadores" é a filosofia da Lusicomp, 
uma nova empresa do grupo SOPSI, que vai apostar no mercado das 
soluções profissionais. Apresenta-se como uma empresa de serviço in¬ 
tegral desde a escolha da melhor solução informática global até ao su¬ 
porte pós-venda, passando pela instalação do sistema e formação dos 
utilizadores. 

A "Amstrad Magazine" entrevistou Joaquim Ferreira de Melo, o Director- 
-Geral da Lusicomp. 


AMSTRAD MAGAZINE —Num 
mercado tão concorrencial como o 
informático, qual o posicionamen¬ 
to da Lusicomp e quais os seus 
grandes trunfos? 

FERREIRA DE MELO-É um facto in¬ 
contestável que o mercado da infor¬ 
mática é altamente concorrencial. 
Mas também é muito confuso em 


termos de oferta. Se encararmos os 
compradores de informática dividi¬ 
dos em 2 grupos, sendo o primeiro 
como os 

—utilizadores individuais, que pre¬ 
tendem um equipamento pessoal 
para exploração com programas 
internacionais bem conhecidos, ti¬ 
po bases de dados e folhas de cál¬ 
culo; e o segundo como os 


—empresas que pretendem informa¬ 
tizar os seus serviços (contabilida¬ 
des, stocks, produção, etc.), 
verificamos que os do primeiro gru¬ 
po, normalmente, sabem perfeita¬ 
mente aquilo que querem e do que 
precisam. Os do segundo grupo pre¬ 
tendem ver várias soluções e esco¬ 
lher a que melhor se adapte às suas 
necessidades. 


AMSTRAD MAGAZINE 41 



























EMPRESAS 



A abordagem a estes 2 grupos é 
completamente diferente. E a confu¬ 
são, e o insucesso, surgem quando 
fornecedores vocacionados para o 
primeiro grupo pretendem concorrer 
no segundo. 

A Lusicomp pretende ser um forne¬ 
cedor típico do 2 ° grupo onde, a 
nosso ver, existem poucas ofertas 
credíveis. 

Pensamos que qualquer empresa 
que se informatiza pretende ter ape¬ 
nas um interlocutor para os seus pro¬ 
blemas de informática. É pouco ope¬ 
racional ter um fornecedor de hard¬ 
ware e outro de software. Se existe 
um problema, quem se chama? 0 
problema será de software? Será de 
hardware? Então chama-se o forne¬ 
cedor A ou o B? Um dos "grandes 
trunfos" da Lusicomp é ser o único 
interlocutor para os seus clientes, 
fornecendo: 

—hardware e software adequados já 
que, antes de apresentar a sua 
proposta, estuda as necessidades, 
faz o levantamento dos requisitos, 
discute a solução com exemplifi¬ 
cação prática; 

—formação dos utilizadores; 


— manutenção do hardware; 
—suporte ao software. 

Outro "grande trunfo" é dar atenção 
cuidada a áreas onde a oferta de so¬ 
luções é escassa. Para além das apli¬ 
cações tradicionais (contabilidades, 
salários e terceiros) a Lusicomp ofe¬ 
rece soluções na área industrial, co¬ 
mo controlo de produção, gestão da 
manutenção, controlo de presenças 
e acessos, etc. 

Aquilo que consideramos o nosso 
terceiro "grande trunfo" é que todo 
o software é de desenvolvimento 
próprio, o que nos permite ter facili¬ 
dade de adaptação a casos específi¬ 
cos de cada utilizador, acompanhar 
as modificações legais que se vão in¬ 
troduzindo, evoluir as aplicações 
standard e construir aplicações para 
ramos específicos. É o caso dos cor¬ 
retores de seguros, associações des¬ 
portivas, cooperativas agrícolas, es¬ 
tabelecimentos de ensino, transitá- 
rios, etc... 

A.M.—A Lusicomp presta um ser¬ 
viço completo. A nível de softwa¬ 
re, quais são as principais aplica¬ 
ções desenvolvidas? 


F.M. — De certa forma já foi aborda¬ 
da esta questão no ponto anterior. 
Mesmo assim, será de acrescentar 
que dividimos a nossa oferta em 6 
grandes grupos: 

—Gestão Administrativa/Financeira 
(contabilidade geral, analítica e or¬ 
çamental, tesouraria, letras, patri¬ 
mónio e dividendos); 

— Gestão Comercial (facturação, 
clientes, fornecedores, estatística, 
câmbios); 

—Gestão de Stocks; 

—Gestão de Pessoal; 

—Gestão da Produção (controlo de 
materiais, controlo da fabricação, 
controlo de obras de manutenção, 
custeio, controlo de cargas); 

—Aplicações Verticais (transitários, 
corretores de seguros, farmácias, 
cooperativas agrícolas, associa¬ 
ções desportivas). 

A.M. —A Lusicomp é também um 
Centro Profissional Amstrad, e os 
computadores da série 2000 de¬ 
vem representar uma aposta forte 
da vossa parte na conquista do 
mercado profissional... 


42 AMSTRAD MAGAZINE 








F.M. —Como antes se disse, o mer¬ 
cado profissional é o que se enqua¬ 
dra na filosofia da Lusicomp. Mas no 
mercado profissional existem empre¬ 
sas de dimensão bastante diversifi¬ 
cada e também com necessidades 
muito distintas. Se há empresas que 
necessitam de instalações com de¬ 
zenas de terminais e grandes capa¬ 
cidades em suporte magnético, tam¬ 
bém as há que, com um sistema de 
40/60 megabytes e 3 ou 4 terminais, 
resolvem perfeitamente as suas ne¬ 
cessidades. Pensamos que o Ams- 
trad 2000 responde perfeitamente a 
este tipo de empresas. O modelo 
2286, com disco de 40 Mb e que 
aconselhamos a não ultrapassar os 
4 terminais, já dá uma resposta ra¬ 
zoável a muitas empresas. Para con¬ 
figurações mais volumosas (disco de 
65 Mb e até 8 terminais) aconselha¬ 
mos o modelo 2386. Estes equipa¬ 
mentos poderão, ainda, aqui ou aco¬ 
lá, sofrer um pouco pela imagem dos 
seus antecessores (o 1512 e o 
1640): pequenos computadores 
com utilização individual. Claro que 
esta imagem cada vez é mais ténue. 
Começa a ser do domínio público 
que o Amstrad 2000 ganha à gene¬ 
ralidade dos seus concorrentes por 
ter mais esta ou aquela característi¬ 
ca, seja pelo ecrã VGA, pela veloci¬ 
dade de processamento ou pelo 
acesso ao disco. Nesta medida, e 
atendendo ao mercado português, o 
Amstrad 2000 terá que nos merecer 
muita atenção... 

A.M.— A Lusicomp também repre¬ 
senta a Forum. Trata-se de uma 
marca muito menos conhecida em 
Portugal. Fale-nos um pouco sobre 
os Forum e o mercado que pensa 
atingir com esses equipamentos. 

F.M.—A Forum é também uma em¬ 
presa jovem e, por isso, não é muito 
conhecida. Nasceu com a filosofia, 
que mantem, de concorrer num es¬ 
paço pouco ocupado: entre o micro¬ 
computador e o minicomputador; 
em família, chamamos-lhe o super- 
micro. Pela mão de François Gernel- 


(inventor do primeiro microcompu- 
dor comercializado: o Micral N) a Fo¬ 
rum concebe e produz, por subcon¬ 
tratação em empresas, normalmen¬ 
te, associadas. A Lusicomp acon¬ 
selha este equipamento em configu¬ 
rações acima dos 5/6 terminais e 
com necessidades de discos superio¬ 
res a 100 Mb. No modelo de topo de 
gama, o Forum 5.5, as suas perfor¬ 
mances permitem-lhe alcançar altos 
índices de produtividade já que dis¬ 
põe de processadores específicos 
para cada actividade: 

—um processador para execução de 
programas e controlo de entra¬ 
das/saídas 

— um processador para controlo de 
suportes magnéticos 

— um processador para controlo de 
terminais. 

É um equipamento muito virado pa¬ 
ra instalações evolutivas, com gran¬ 
des volumes de tratamento e neces¬ 
sidade de tempos de resposta 
rápidos. 

A.M. — Para finalizar, que balanço 
é que faz destes primeiros meses 
de actividade? 


F.M. —Estes primeiros meses de ac¬ 
tividade podem considerar-se positi¬ 
vos numa perspectiva de instalações 
bem sucedidas, contratos de prestí¬ 
gio e de certo volume, e uma ima¬ 
gem de seriedade e competência. A 
equipa de trabalho que conseguimos 
reunir é experiente e motivada. É de 
atender que a Lusicomp é muito jo¬ 
vem mas não nasceu, verdadeira¬ 
mente agora; não é mais um novato 
cheio de boa vontade que vem ex¬ 
perimentar a sua sorte. As suas raí¬ 
zes remontam à Divisão de Organi¬ 
zação e Informática da Coelima, que 
viria a dar origem à Sopsi e, daqui, 
por razões de crescimento e de es¬ 
tratégia, se formou a Lusicomp. 
Mas, empresas com estas caracte¬ 
rísticas, fazem-se com os anos, não 
vivem de explosões de mercado, de 
artigo de época ou de moda. Os nos¬ 
sos clientes terão que ser os nossos 
publicitários. Sabemos que teremos 
uma progressão relativamente lenta 
mas, queremo-la segura. Se crescer¬ 
mos 15 a 20% ao ano mas, crescer¬ 
mos sempre, pensamos estar no 
bom caminho. 


AMSTRAD MAGAZINE 43 









Reprodução de gravura a água-forte de José Faria 


















































OLFACTO 

O olfacto é a inspiração decisiva que desperta no 
Homem o sentido das coisas. Um radar especial que 
capta o fluxo etéreo da vida, talvez mesmo a sua 
essência mais pura. 

A Sopsi encara o mundo sensível como a lufada de ar 
fresco de que a informática necessita para florescer 
em pleno. Impregnando a sua influência em múltiplas 
áreas do ramo, em inúmeras empresas, a Sopsi 
liberta assim um perfume sedutor, distinto, envolvente. 

Quando se tem o faro apurado, o sentido de 
orientação não é volátil. Hoje, a SOPSI representa e 
comercializa das melhores marcas e produtos do 
mercado. É maioritária na Cominfor, Publinfor, 
Amsónica e Socartel. Formou a Lusicomp, uma 
empresa retalhista profissional de características 
únicas. Penetrou no ramo das telecomunicações com a 
Telefónica e autonomizou a prestação de serviços de 
“hardware” com a criação da Scati. Materializou a 
entrada da informática nas artes gráficas, sendo 
maioritária na Tipografia Guimarães. E vê-se já 
colocada como a quarta maior empresa de informática 
no País — a segunda com capital integralmente 
português —, depois de ocupar em 1985 a 
décima-nona posição. 

Já lá vai o tempo em que o Homem se contentava 
apenas com incenso e mirra. O reino dos odores é 
agora muito mais exigente. E o da informática, 
também. Mais do que nunca, a personalidade jovem e 
dinâmica da Sopsi sente-se no ar. Tal como um cheiro 
a novo, inebriante, afirmativo. 



0 Sentido da Informática 


Sopsi - SOCIEDADE PORTUGUESA DE SISTEMAS DE INFORMÁTICA, S.A. 

AV. DA BOAVISTA, 2881-2.° — 4100 PORTO 


DDB NEEDHAM &.GUERRÜIRO 

















PROFISSIONAL 


SOFTWARE DE GESTÃO 

UM MUNDO DE OPORTUNIDADES 
PARA AS EMPRESAS COM FUTURO 



Objectivo 92: esta é a preocupa¬ 
ção dos empresários que encaram a 
integração europeia como um gran¬ 
de desafio para vencer. Reestruturar, 
reorganizar, inovar, informatizar, são 
apenas algumas das palavras- 
-chaves. 

Neste contexto de mudança, as¬ 
sume particular importância a in¬ 
formatização das empresas: desde 


os seus serviços contabilísticos até 
à produção, passando pelos sec¬ 
tores administrativos, comercial, 
etc. 

A busca não só de equipamentos 
mas também de aplicações condu¬ 
ziu à produção de uma solução inte¬ 
gral (hardware + software). Inicia¬ 
mos, hoje, uma série de artigos 
sobre algumas das soluções informᬠ


ticas propostas pela SOPSI para a 
gestão de empresas. 

Para começar, fazemos uma apre¬ 
sentação do sistema operativo, o 
PROLOGUE, e suas potencialidades 
e dos requisitos indispensáveis em 
termos de hardware. 

Nos próximos números, abordare¬ 
mos as características específicas de 
cada uma das aplicações. 


46 AMSTRAD MAGAZINE 











PROLOGUE: um sistema 
operativo avançado. 

A origem do PROLOGUE residiu na 
necessidade de desenvolver um sis¬ 
tema de exploração, uma linguagem 
e utilitários indicados para aplicações 
de gestão na área industrial. 

Em 1975, surge o BAL (Basic Ad¬ 
vanced Language) que designava, 
em simultâneo, um sistema de ex¬ 
ploração e uma linguagem. Contudo, 
se o BAL correspondia às necessida¬ 
des do desenvolvimento das aplica¬ 
ções de gestão, não era um sistema 
de desenvolvimento, especialmente 
em Assembler. 

Daqui à concepção do PROLOGUE 
foi um pequeno passo, que foi dota¬ 
do, desde início, com três caracte¬ 
rísticas fundamentais: 


— possibilidade de trabalho em mul- 
titarefa e multiposto; 

—vocação para a gestão, com um 
sistema de gestão de ficheiros 
muito completo e de elevadas per¬ 
formances; 

—capacidade de integração com ou¬ 
tros sistemas. 

0 PROLOGUE é um sistema 

multitarefa e multiposto, in¬ 
cluindo os métodos de acesso se¬ 
quencial indexado e multicritérios. 

O PROLOGUE vai ainda mais lon¬ 
ge, respondendo a duas grandes ne¬ 
cessidades dos utilizadores de micro¬ 
computadores na gestão: 

—as comunicações—protocolos de 
comunicação integrados no siste¬ 
ma; a rede local SOR (Sistema de 
Ordenados Repartidos); 

—a utilização de programas escritos 
sob outros sistemas operativos. 


A estrutra do PROLOGUE possui al¬ 
gumas características importantes pa¬ 
ra o utilizador: o sistema é um con¬ 
junto único e coerente; é adaptável 
por funções do módulo "Environ- 
ment"; é configurável tendo em aten¬ 
ção as necessidades do utilizador; e 
é um sistema aberto que pode rece¬ 
ber todas as extensões de funções. 

Os diferentes módulos do PROLO¬ 
GUE podem agrupar-se em dois ti¬ 
pos: os módulos base (comuns a to¬ 
das as instalações) como a inicializa¬ 
ção do sistema, o interpretador de 
comandos, o monitor multitarefas, a 
gestão da memória e a gestão do 
hardware, por exemplo; os módulos 
de extensão (variáveis de utilizador 
para utilizador) como o nível de pro¬ 
tecção e telecomunicação, por 
exemplo. 

0 PROLOGUE é um dos poucos 
sistemas que possui a função de gra- 


ALGORITMO - INFORMÁTICA, LDA. 



AMSTRAD 


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CREDITO AMSTRAD 


ASSISTÊNCIA TÉCNICA 

SOTWARE 

Colocamos: 

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R. Conde Redondo, 13 - Ar/c — 1100 LISBOA 


AMSTRAD MAGAZINE 47 


__ 















PROFISSIONAL 



vação do sistema, ou seja, a possi¬ 
bilidade de serem determinadas as 
funções exactas que se deseja atri¬ 
buir ao sistema a utilizar. Por exem¬ 
plo: idioma para as mensagens do 
sistema e dos utilitários; dimensão da 
partição de memória a afastar pelo 
sistema; número de postos de traba¬ 
lho a funcionar; número e tipo de dis¬ 
cos, níveis de protecção; protocolo 
de comunicação escolhido; velocida¬ 
de e parâmetros de transmissão. 

No que diz respeito a ficheiros, 
eles são de quatro tipos: ficheiros de 
programas executáveis; ficheiros de 
programa fonte, isto é, na forma em 
que foram escritos pelo utilizador; fi¬ 
cheiros temporários utilizados pelos 
utilitários e pelos compiladores; fi¬ 
cheiros de dados (sequenciais, direc¬ 
tos e sequenciais indexados). 

Um dos pontos fortes do PROLO- 
GUE reside nas modalidades e ges¬ 
tão de acesso às informações regis¬ 
tadas: sequencial (elemento a 
elemento, por ordem de chegada, 
por exemplo); directo (segundo um 
registo); sequencial indexado (os re¬ 
gistos são escritos sequencialmente, 
mas cada um com uma chave lógi¬ 
ca definida pelo utilizador—código 
de cliente ou do artigo, por exemplo 
—, processando-se a sua busca atra¬ 
vés da referida chave lógica); multi- 
critérios (o acesso, a interrogação e 
a actualização são executados em 
tempo real, segundo X critérios; nes¬ 
te tipo de acesso podemos obter 


diversas buscas segundo relações 
entre si dos registos). 

Finalmente, as seguranças do 
PROLOGUE. São quatro os principais 
meios de controle do acesso: a ex¬ 
clusividade (um só utilizador se assim 
for definido), a protecção à escrita 


(só permite a leitura e não a escrita), 
a protecção durante a actualização, 
e as chaves de acesso (que seleccio- 
na os utilizadores autorizados e o ti¬ 
po de operações que podem execu¬ 
tar). 


Hardware 

Para o bom funcionamento das 
aplicações desenvolvidas em PRO¬ 
LOGUE, é desejável a existência de 
um computador da família IBM com¬ 
patível com disco rígido de 20 Mb 
e com, pelo menos, 512 K de me¬ 
mória. De qualquer maneira, algu¬ 
mas destas aplicações funcionam 
em equipamentos com dois drives de 
disquetes. Para suporte a 5 ou mais 
postos de trabalho é já necessᬠ
rio um PC/AT (processador 80286 
ou 80386). Para empresas com 1 a 
4 postos de trabalho basta um 
PC/XT. 


SOFTWARE DE GESTÃO 


Aplicações disponíveis na SOSOFT/SOPSI 

SIGECO—Sistema de Gestão de Contabilidade 
PROGECO—Programa de Gestão de Stocks e Facturação 
VIPE—Programa de Gestão de Pessoal e Salários 
TIM —Programa de Controle de Ponto 
ABSENT—Programa de Controle de Absentismo 
PROCLI —(*) Programa de Gestão de Clientes 
PROFOR —(*) Programa de Gestão de Fornecedores 
PREMIC—(*) Programa de Emissão de Cheques 
PREMIL— (*) Programa de Emissão de Letras 
FOC—(*) Programa de Folhas de Custeio 
SIGLE—Sistema de Gestão de Letras 
PFACT— Programa de Facturação 
FGESTO—Programa de Gestão de Stocks 
PROGENC—Programa de Encomendas 
PGC—Programa de Gestão Comercial 
PACO/M—Programa de Controle de Custos de Manutenção 
PACO/P—Programa de Controle de Custos de Produção 
PTRAN —Programa de Transitários 
IMOBIL—Programa de Gestão de Imolizado 

NOTA: Todas estas aplicações foram desenvolvidas e funcionam em Prologue. Algu¬ 
mas, as assinaladas com *, funcionam também em MS-DOS. 


48 AMSTRAD MAGAZINE 







|ÍJ <r»wr->7 



0 QUE DE BOM TEMOS PARA SI 


Data Cartridges Streamer, Discos 
Bandas Magnéticas, CALCULUS-EUROMAGNETICS 
Diskettes PARROT 
Fitas Tinta para Impressoras 
Arquivo p/ Diskettes, Bandas, Discos, Pastas, etc. 
Suportes Rotativos p/ Terminais de Computadores 
Monoblocos contra fogo p/ Registos Magnéticos 
Etiquetas Autocolantes, Papel de Formulários 
Diskettes de Limpeza p/ Unidades de Gravação 
Pastas p / Arquivo de Formulários e Conj. Separadores 
Anti-Reflectores p/ Videos, Monocromáticos e a Cores 
Mesas p/ Terminal e Impressora 
Computadores 
Impressoras 




COMERCIALIZAÇÃO DE 
SUPORTES MAGNÉTICOS. LDA. 

Sede : 

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DISTRIBUIDOR AUTORIZADO 

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Filial : 

Rua Damasceno Monteiro, 116-B 
© 82 01 85 - 82 77 36 
1100 LISBOA 










































REVISTA DOS UTILIZADORES AMSTRAD | 


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MAIS E MELHOR 









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S 1 


2 P R I M E I R 


0 S 


NUMEROS 


(USE POSTAL N.° 5) 






















































































































PROGRAMAS 


PCW: 

«Dr. Logo, 
suponho.» 


OS PCW NÃO PARAM DE NOS 
SURPREENDER. AGORA, O NOSSO LEITOR 
IMORBERTO TEIXEIRA MOSTRA-NOS 
ALGUMAS DAS POSSIBILIDADES DA DR. LOGO. 


Das linguagens de "alto nível", a LOGO é sem dúvida 
a de mais fácil aprendizagem. 

Dotada de uma grande simplicidade, permite que as 
criançs aprendam mais facilmente os conceitos matemᬠ
ticos e de programação de computadores. 

Outra característica interessante da LOGO é a sua "tar¬ 
taruga”, um objecto móvel que se controla mediante ins¬ 
truções simples. Em DR. LOGO representa-se no ecrã por 
uma ponta de uma flecha à qual se dá o nome de tarta¬ 
ruga para ajudar a identificar o objecto ao qual se está 
dando ordens. 

As instruções básicas de DR. LOGO chamam-se "primi¬ 
tivas"; os seus efeitos estão predefinidos. Por exemplo, 
fd, faz com que a tartaruga avance; bk, que retroceda; 
lt, que gire para esquerda; e rt, que gire para a direita. 
Como fazer algo em LOGO, será o objectivo da "LOGO 
prática", com alguns exemplos, que podem ser modifi¬ 
cados, aperfeiçoados ou adaptados a cada caso. 

(Em DR. LOGO todos os nomes das primitivas, escrevem- 
-se com letra minúscula). 


Primeiros passos 

Breves informações: 

O PCW é fornecido com duas disquetes cujos lados têm 
as seguintes inscrições: 

Lado 1—LOCO SCRIPT (Processador de texto). 

Lado 2—CP/M PLUS (Sistema operativo...). 

Lado 3—UTILIDADES DE PROGRAMAÇÃO. 

Lado 4—DR. LOGO. 

—Comece por iniciar o PCW com o Lado 2 (CP/M) da 
disquete virada para o ecrã e aparecerá a seguinte men¬ 
sagem: 

CP/M Plus Amstrad Consumer Electronics pic 
v 1.1, 61K TPA, 1 disc drive, 1 1 2K drive M: 

A> 

— Digite agora a palavra dir, seguidamente, 
<RETURN>. O ecrã ficará com o seguinte aspecto: 


AMSTRAD' MAGAZINE 51 








PROGRAMAS 



CP/M Plus Amstrad Consumer Electronics pic 
v 1.1, 61 K TPA, 1 disk drive, 11 2K drive M: 


A>dir 



A: > J1 1CPM3 

EMS:BASIC 

COM:DIR 

AiKEYS 

WP:LANGUAGE 

COM:PALETTE 

A:PROFILE 

ENG:RENAME 

COM:SET 

A:SETKEYS 

COM:SETLST 

COM:SETSIO 

A.-TYPE 

A> 

COM:RPED 

RPED 


COM:ED 

COM:ERASE 

COM 

COM:PAPER 

COM:PIP 

COM 

C0M:SET24x80 

COM:SETDEF 

COM 

COM:SHOW 

COM:SUBMIT 

COM 

BAS:REPED 

SUB:DISCKIT 

COM 


(dir, imprime os nomes dos ficheiros que se encontram 
no lado 2 do disco.) 

Preparação de uma disquete 
de trabalho. 

A nossa disquete de trabalho terá de conter os seguin¬ 
tes ficheiros: 

LOGO.COM LOGO. SUB KEYS.DRL (estão no 

SETKEYS.COM SUBMIT.COM J11CPM3.EMS lado 4) 


(lado 2, verifique se este útimo nome do ficheiro está cor¬ 
recto, pois varia conforme a versão utilizada. 

Exemplo: J14SCPM3.EMS). Necessitamos ainda de um 
outro ficheiro com o nome PROFILE.SUB. (É este nome 
que o CP/M procura para executar as ordens nele conti¬ 
das.) 

—Com o CP/M, digite: PIP seguido de <RETURN>; 
aparecer-lhe-à um*. 

— Digite agora: 

b: = a:J11CPM3.EMS seguido de <RETURN>, (aten¬ 
ção a mensagem: "please Put..." 

A: para ler ficheiro, B: para escrever na disquete de tra¬ 
balho), e siga sempre as instruções dadas pelo compu¬ 
tador quanto à mudança das disquetes. 

Acabada a cópia, volta a aparecer o asterisco. 

— Digite: 

b: = a:SETKEYS.COM seguido de <RETURN>. Fina¬ 
lizada a cópia digite: 

b: = a:SUBMIT.COM seguido de <RETURN>; (se tu¬ 
do decorreu normalmente, tem já copiados os três fichei¬ 
ros que se encontram no lado 2). Vamos agora copiar 
os ficheiros que se encontram no lado 4. 

— Introduza então o lado 4 da disquete. 

— Digite: 

b: = a:LOGO.??? <RETURN> (serão copiados, os dois 
ficheiros de nome LOGO). 

Novamente e com o lado 4 virado para o ecrã, digite: 

b: =a:KEYS.DRL <RETURN>. Falta-nos somente o 
PROFILE.SUB! 

0 ficheiro com o nome LOGO. SUB tem precisamente o 
conteúdo que necessitamos para o PROFILE.SUB. Co¬ 
mo trocar-lhe o nome? 

— Introduza o lado 2 e faça < RETURN > para abando¬ 
nar PIP. 

—digite: 

REN (abreviatura de rename = trocar de nome) 
< RETURN > < RETURN >. Responda ao primeiro pe¬ 
dido com: PROFILE.SUB e ao segundo com LOGO. SUB. 
Embora um pouco trabalhosa..., temos finalmente a dis¬ 
quete de trabalho concluída; melhor, ainda temos um dis¬ 
co TURNKEY. 

A partir de agora bastará ligar o PCW, introduzir a nossa 
disquete e tudo decorrerá automaticamente até que apa¬ 
reça o indutor (?) da LOGO. 

1.1 CONTROLO DA TARTARUGA 

0 melhor método para aprender o que se pode conse¬ 
guir com as primitivas da DR.LOGO, é experimentar os 
seus efeitos. Experimente então: 

cs<RETURN> 


52 AMSTRAD MAGAZINE 














PCW: 

MAIS POSSIBILIDADES 
COM A DR. LOGO. 



O ecrã fica limpo, com a tartaruga ao centro. Vejamos 
o que acontece se escrevermos: 

fd < RETURN > 

A tartaruga não se move e aparece a mensagem: 

Not enough inputs to fd (Não há entradas suficientes 
para fd) 

DR.LOGO necessita saber quando há-de a tartaruga 
avançar. Exemplo: 

fd 80 < RETURN > 

Agora sim, a tartaruga avança 80 unidades deixando um 
"rastro”. O número 80 representa, portanto, as entra¬ 
das para a primitiva fd. Observe que o indutor'?', se en¬ 
contra na parte interior do ecrã, DR.LOGO reserva a maior 
parte do ecrã para a tartaruga (ecrã gráfico) e o restante 
para o texto (ecrã texto). 

Escreva o seguinte : 

lt 90<RETURN> 

A tartaruga gira para a esquerda 90 graus. 

Escreva agora: 

fd 80<RETURN> 

A tartaruga desenha outro segmento de recta perpendi¬ 
cular ao anterior. Observe ainda que a tartaruga parte 
do ponto onde se encontrava avançando as unidades. 

1.1.1 INSTRUÇÕES MÚLTIPLAS 

A LOGO permite incluir na mesma linha várias instruções 
antes de pulsar < RETURN >. Exemplo: 

fd 80 lt 90<RETURN> 


É evidente que-se repetíssemos este par de instruções 
quatro vezes, obteríamos um quadro. Em LOGO isto po¬ 
de fazer-se de forma abreviada: 

repeat 4 [fd 80 lt 90] (repeat = repetir) 

Para a LOGO qualquer coisa que esteja dentro de pa¬ 
rêntesis rectos, é uma lista; [fd 100 rt 45] e uma lista 
de instruções. As listas são uma pecularidade da LOGO; 
há ainda primitivas especiais para o manejo de listas. 
Se sente já um certo à vontade, experimente estes cin¬ 
co interessantes desenhos que pode criar no seu visor, 
usando apenas os comandos que indicamos até agora 
(não esqueça de limpar o ecrã antes de cada linha de 
instruções). 

repeat 45[fd 130 rt 92] 

repeat 20[fd 120 rt 182 fd 240 rt 182 fd 120] 
repeat 30[fd 120 rt 190 fd 240 rt 190 fd 120] 
repeat 40[fd 100 rt 93 fd 10 rt 97 fd 101 rt 180] 
repeat 70[fd 130 rt 181 fd 260 rt 182 fd 128] 


1.2 PROCEDIMENTOS 

Um procedimento é uma instrução de LOGO, análoga 
em todos os aspectos às primitivas mas elaborado pelo 
usuário. 

Estas instruções não se executam no momento da sua 
elaboração, mas sim só quando incluídas numa linha de 
instruções, tal como de primitivas se tratasse. 

A definição de um procedimento tem o seguinte aspecto: 

to nome-procedimento 

série de instruções numa ou várias linhas 

end 


AMSTRAD MAGAZINE 53 






















PROGRAMAS 


«Dr. Logo, 
suponho...» 

Com o nome do procedimento, pode-se usar qualquer 
palavra desde que não seja o nome de nenhuma primiti¬ 
va, ou que comece por um número. 

Por exemplo, podemos definir um procedimento que de¬ 
senhe um quadrado e se lhe chamarmos 'quadrado', a 
definição será a seguinte: 

to quadrado <RETURN> 
repeat 4[fd 80 lt 90] < RETURN > 
end < RETURN > 

Aparecer-lhe-á a mensagem: quadrado defined 
A partir de agora em diante, a LOGO reconhece o pro¬ 
cedimento 'quadrado', como palavra do seu vocabulᬠ
rio. Sempre que escreva a instrução "quadrado”, A LO¬ 
GO desenhará um quadrado com 80 unidades de lado. 
A posição e orientação do quadrado dependerá das que 
a tartaruga tenha no momento em que se dê a instrução. 

1.3 EDIÇÃO DE PROCEDIMENTO 


Outras teclas de recurso do Editor: 

LINE— Leva o cursor ao fim da linha. 

FDL— Leva o cursor ao princípio da linha. 

PAGE— Leva o cursor ao final da página. 

ALT-PAGE— Leva o cursor ao princípio da página actual. 
DOC— Leva o cursor ao final do procedimento (ou pro¬ 
cedimentos). 

ALT + DOC— Leva o cursor ao princípio do procedimento 
(ou procedimentos). 

ALT + DEL=— Apaga desde a posição do cursor até ao 
final da linha. 

1.4 GRAVAÇÃO DE PROCEDIMENTOS 

Os procedimentos definidos numa secção de trabalho 
com a DR. LOGO perdem-se quando se desliga o com¬ 
putador, a menos que antes os tenha gravado na dis¬ 
quete. 

A instrução para a gravação é a seguinte: 

save "nome-ficheiro < RETURN > 

(nome-ficheiro não poderá ter mais de 8 caracteres) 

Assim, a instrução de carga dos procedimentos na área 
de trabalho será: 

load "nome-ficheiro <RETURN > 


Os procedimentos podem ser editados, isto é, para cor¬ 
rigir erros ou para modificá-los. 

A ordem que indica a edição de um procedimento é a 
seguinte: 

end "nome-procedimento < RETURN > 

Se ainda não desligou o PCW e tem ainda o procedimen¬ 
to 'quadrado' definido, pode, portanto, editá-lo: 

ed "quadrado < RETURN> 

Verificará que o ecrã é totalmente limpo e aparecer-lhe- 
-à no canto superior esquerdo do editor, o procedimen¬ 
to 'quadrado'. Pode agora experimentar algumas teclas: 

DEL=>, =DEL ou as teclas de deslocamente do cursor, 
deslocando o respectivo cursor pelo procedimento. Mas 
como sair do Editor depois de editar, corrigir ou modifi¬ 
car um procedimento? 
pulse < EXIT>. 


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54 AMSTRAD MAGAZINE 




















Se agora pretendessemos apagar o ficheiro da disquete 
que antes gravamos, faríamos: 

erasefile "nome-ficheiro <RETURN> 

Poderíamos ainda acrescentar outros procedimentos aos 
anteriores e gravar a nova sessão. 

1.5 CARACTERÍSTICAS DO ECRÃ 

A DR.LOGO reserva a maior parte do ecrã para a tarta¬ 
ruga (janela gráfica) e uma pequena porção na parte in¬ 
ferior para o texto (janela de texto). A primitiva setsplit 
n, permite-nos alterar o tamanho desta janela; fs, assig- 
na todo o ecrã como janela gráfica.Quando se dá a ins¬ 
trução cs a tartaruga aparecerá no centro do visor e as 
coordenadas x e y têm ambas o valor zero(O). Vejamos 
agora num sistema cartesiano de referência do ecrã, 
quantas unidades são necessárias para a tartaruga atin¬ 
gir os extremos do ecrã: 


Atingimos a parte superior do ecrã (coordenada y) com 
o valor 263. Exemplo: 

setpos [0 263] 

O lado direito do ecrã necessitará do valor 359 (coorde¬ 
nada x). Exemplo: 

setpos [359 0] 

O lado esquerdo, obtem-se com o valor —360 (coorde¬ 
nada x). Exemplo: 

setpos [ — 360 0] 

Quanto à parte inferior do ecrã, esta terá o valor —264. 
Exemplo: 

setpos [0 —264] 

Comprovemos a veracidade destes valores: 

ct fs pu setpos [ — 360 —264] 

ct— apaga o texto, fs— assigna todo o ecrã para gráfi¬ 
cos, pu— a tartaruga não deixa rasto por onde passa e 
finalmente setpos [ — 360 —264] coloca a tartaruga no 
canto inferior esquerdo. 


] OMNIDATA 

7 INFORMÁTICA E COMPUTADORES 

T. 63523 


COMPUTADORES 


PERIFÉRICOS * CONSUMÍVEIS 


AMSTRAD 

COMMODORE AMIGA 

ZENITH 

PHILIPS 


EPSON 

SEYKOSHA 

UCHIDA 


FUJI DISQUETES 

VERBATIM/DISQUETES 

ACCODATA 


S.C. BRASILIA/PORTO 


AMSTRAD MAGAZINE 55 



































PROGRAMAS 


Como contornar todo o ecrã com o rasto da tartaruga? 
Aproveitando a sequência anterior, acrescentamos: 

ct fs pu setpos [ — 360 —264] pd setpos [ — 360 263] 
setpos [359 263] setpos [359 —264] setpos [ — 360 
-264] ht 

Conclusão: 

A tartaruga viaja de um canto até outro, terminando no 
canto de onde partiu e desenhando uma esquadria no ecrã. 

Nota: 

Pode fazer <RETURN> no final de cada lista de valo¬ 
res, seguidamente <STOP>, <COPY>, e continuar 
a acrescentar as restantes instruções. Para tal coloque 
no princípio da sequência e antes de ct, a primitiva clean. 


Pós-escrito 

Finalmente, ao cabo de algumas informações, instruções 
e considerações sobre o PCW e a DR. LOGO, vamos 
iniciar o nosso trabalho com alguns exemplos simples 
de definições de procedimentos em LOGO, fazendo cor¬ 
responder os nomes atribuídos nesses procedimentos 
aos usados em BASIC, para uma melhor e mais rápida 
entrada na linguagem LOGO, —isto se o leitor já conhe¬ 
cer alguns dos nomes e seus efeitos na linguagem BA¬ 
SIC. Caso não possua tais conhecimentos, constatará 
como a LOGO nos permite modificar o nome das suas 
primitivas e definir novos procedimentos. 



CONCURSO 

SOCARTEL / 
/PUBLINFOR 

Os leitores que deseja¬ 
rem participar neste 
concurso devem enviar 
sempre uma disquete 
com o programa e não 
apenas a respectiva 
listagem para: 

PUBLINFOR/AMSTRAD 
MAGAZINE 

Av. Boavista 2881 - 1° 
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56 AMSTRAD MAGAZINE 





















EXEMPLOS 

DE PROCEDIMENTOS EM 

DR. LOGO 


c I s 

to cis 
ts ct 
end 

Comentário: cis— Limpa todo o ecrã colocando o cur¬ 
sor no canto superior esquerdo. 


I e t 

to let: nome: valor 
make: nome: valor 
end 

Comentário: let— (nome da variável e seu valor). 
Exemplo: let "Carlos 15 

(É atribuído o valor 1 5 à variável Carlos). Apesar de ter¬ 
mos definido o procedimento let, podemos substituí-lo sem 
qualquer problema pela primitiva make. O mesmo será vᬠ
lido para outros procedimentos. 

Se agora escrevermos pr :Carlos, obtemos o valor 1 5. 
Outro exemplo: let "frase [Querido amigo Amstrad], 
pr :frase. DR. LOGO responderá com Querido amigo 
Amstrad. 


r e m 

to rem xomentario 
end 

Comentário: rem— Inserir um comentário num programa. 
Exemplo: rem [programa de demonstração] 


b e e p 

to beep 
op char 7 
end 

Comentário: beep— produz um som. 
Exemplo: repeat 7 [type beep] 


i n p u t 

to input :nome 

setcursor [0 31] type: nome type char 32 

make :nome first rl 

end 

Comentário: input— (nome da variável e seu valor). 


input coloca o nome da variável no canto inferior esquer¬ 
do aguardando a introdução do valor através do teclado. 

Exemplo: input "lado<RETURN> 

(Canto inferior esquerdo) lado (introduza 45 < RETURN > 
(Atribui o valor 45 à variável lado). 

Verificação: 

show: lado (obteremos o valor 45) 


t a b 

to tab: coluna 

setcursor (list :coluna (last cursor) 
end 

ou (para saída na impressora): 

to Itab xoluna 
copyon 

repeat xoluna [type char 32] 

copyoff 

end 

Comentário: tab— tabelador 
Exemplo: tab 45 "Domingo 

tab 25 pr [Hoje é Domingo] 

Comentário: Itab— será descrito aquando do procedi¬ 
mento Iprint 


I o c a t e 

to locate xoluna :linha 
setcursor (list xoluna :linha) 
end 

Comentário: locate— localização (coluna da 0 à 89 e li¬ 
nha da 0 à 31) 

Exemplo: locate 41 15 "Amarelo 

locate 28 20 pr [Amarelo Azul Verde Encar¬ 
nado Preto] 


I e n 

to len xadeia 
op count xadeia 
end 

Comentário: len— comprimento numérico de uma ca¬ 
deia. 

Exemplo: len "Rosalina< RETURN > (DR. LOGO 

responderá com o valor 8) 

len [Rosalina Maria] (Obtemos agora o valor 2) 


r n d 

to rnd mumero 
op random mumero 
end 

Comentário: rnd—produz números aleatórios (de 0 até 
ao número imediatamente anterior ao numero indicado). 
Exemplo: rnd 10 (Pode sair qualquer número de 0 a 9) 


AMSTRAD MAGAZINE 57 















PROGRAMAS 


I p r i n t 

to Iprint :texto 
copyon 
pr :texto 
copyoff 
end 

comentário: Iprint— (passa para o papel o valor de :texto) 
Exemplo: Iprint [Programa em LOGO] (Obteremos na 
impressora e com início na coluna 0— Programado em 
LOGO. 

Itab 35 Iprint [Programando em LOGO] (Ob¬ 
teremos na impressora e com início na coluna 
35 —Programando em LOGO). 

Itab o m.q. tab, mas somente para saída pela impres¬ 
sora. 


to llist I I i s t 

copyon 

pops 

copyoff 

end 

Comentário: llist—faz uma cópia no papel de todos os 
procedimentos que estejam definidos. 


3 

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p I o t 

to plot :coordenada, x xoordenada, y 
seth O 

pu setpos (list xoordenada, x xoordenada, y) 
pd dot (list xoordenada, x: coordenada, y) 
end 

Comentário: plot—faz aparecer no ecrã um ponto defi¬ 
nido pelas coordenadas x e y. 

Exemplo: plot —100 —50 (Imprimirá um ponto na in- 
tersecção das coordenadas x e y cujo valor é respecti¬ 
vamente — 100 e —50). seth 0— orienta a tartaruga 
sempre para norte. 


d r a w 

to draw :angulo xxtensão: 
rt :angulo fd xxtensão 
end 

Comentário: draw— desenha uma linha, dando o angu¬ 
lo e a extensão. Este ângulo depende da posição que a 
tartaruga tenha no momento em que se dá a instrução. 

Exemplo: 1.° Escolher as coordenadas com plot. Segui¬ 
damente draw 90 60. (A tartaruga desenhará horizon¬ 
talmente uma linha com 60 unidades de comprimento). 


p e e k 

to peek xndereço 
op .examine xndereço 
end 

Comentário: peek— lê byte decimal no endereço indica¬ 
do (este endereço pode ter valores entre 0 e 65535). 
Exemplo: peek 40000 


p o k e 

to poke xndereço :valor 
. deposite xndereço : valor 
end 

Comentário: poke— deposita byte decimal no endereço 
indicado (0—65535). 

Exemplo: poke 40000 26 (A partir deste momento po¬ 
de ler com peek 40000, e obter o valor 26). 


A versão de LOGO, que acompanha o PCW, não possui 
a primitiva (sqrt), para o cálculo de raízes quadradas, as¬ 
sim como a primitiva circle para desenhar círculos no 
ecrã. 

Vejamos portanto dois procedimentos capazes de o fa¬ 
zerem: 

sqrt 

to sqrt mumero 
make "x I 



58 AMSTRAD MAGAZINE 


















labei "início 

make "y (:x + :numero/ :x) / 2 

if :x = :y [go "fim] 

make "x :y 

go "inicio 

labei "fim 

op :y 

end 

Comentário: sqrt— calcula o valor da raiz quadrada de 
números positivos superiores e zero. 

Exemplo: sqrt 2 (Ser impresso 1.4142135623731) 

c i r c 1 e 

to circle :coordenada.x :coordenada.y :extensão 
seth 0 

setpos (list xoordenada.x xoordenada.y) 
pd 

repeat 36 [fd :extensao rt 10] 
end 


Comentário: circle— desenha uma circunferência a par¬ 
tir da intersecção das coordenadas x e y, variando o seu 
tamanho com o valor atribuído à extensão. 

Exemplo: circle —100 —50 8. 


FIGURAS GEOMÉTRICAS 

triângulo 

to triângulo :lado 

rt 30 repeat 3 [fd :lado rt 120] 

end 

Comentário: O procedimento triângulo, desenha um 
triângulo no ecrã. 

Exemplo: triângulo 60 (aparecem no ecrã um triângulo 
com 60 unidades de lado) 


totoloto 

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quadrado 

to quadrado :lado 
repeat 4 [fd :lado rt 90] 
end 

Exemplo: quadrado 90 


rectângulo 

to rectângulo :lado :Lado 

repeat 2 [fd :lado rt 90 fd :Lado rt 90] 

end 

Exemplo: rectângulo 50 100 


pentágono 

to pentágono :lado 

rt 54 repeat 5 [fd :lado rt 72] 

end 

Exemplo: pentágono 70 


hexágono 

to hexágono :lado 

lt 30 repeat 6 [fd :lado rt 60] 

end 

Exemplo: hexágono 50 

Observação: Podemos usar previamente o procedimento 
plot para iniciar o desenho nas coordenadas pretendi¬ 
das, seguido do procedimento da(s) figura(s) geométri- 
ca(s). 

Exemplo: cs plot —100 100 triângulo 80 

(Terá de estar definido também o procedimento plot, 
pág. 58). 

(Conclui no próximo número) 


AMSTRAD MAGAZINE 59 
































CARTAS 


com/0 



QUER COMPRAR: 


CONCURSO 

PUBLINFOR/ 

/SOCARTEL 

—Técnica de programação. 
—Codificação. 

Quanto à linguagem a utilizar não 
deverá existir qualquer problema, 
visto que a equipa técnica que co¬ 
labora com a PUBLINFOR está 
preparada para analisar progra¬ 
mas nas seguintes linguagens: 
-MACRO ASSEMBLER 
-C 

-BASIC 
-COBOL 
-BAL 
-PASCAL 
-PROLOG 


— Posso concorrer ao concurso 
PUBLINFOR/SOCARTEL com um 
programa compilado? 

AM: —Pode concorrer com um 
programa compilado, desde que 
tenha o cuidado de enviar o run- 
-time, caso a linguagem que uti¬ 
lizar a tal obrigue, e uma listagem 
da respectiva fonte. Os progra¬ 
mas são apreciados e classifica¬ 
dos por vários aspectos distintos, 
tais como: 

—Objectividade. 

—Apresentação final. 


PC 200 

OU SPECTRUM? TURBO BASIC 


—Acha que devo comprar o 
SPECTRUM +2 ou o PC200? 

AM: —Não é possível responder 
de uma forma directa a uma per¬ 
gunta deste tipo, visto que a com¬ 
pra de um computador deve ser 
sempre fruto de ponderação on¬ 
de se equacionam diversos fac- 
tores, tais como, quem o utiliza¬ 
rá e com que o objectivo o fará. 
De qualquer forma tentarei dar- 
-Ihe alguns dados sobre estes 
dois equipamentos, principalmen¬ 
te sobre o PC200 que é uma no¬ 
vidade de mercado. 

0 SPECTRUM +2 é um micro 
que se enquadra na linha de evo¬ 
lução da gama SPECTRUM, es¬ 
tando baseado no Z80 e 
destinando-se a ser um compu¬ 
tador de jogos. Quanto ao PC200 
o caso é bastánte diferente. Sen¬ 
do um PC compatível baseado no 
INTEL 8086 possuindo uma dis¬ 
quete de 3"1/2 e 720KB de ca¬ 
pacidade permite executar todo 
e qualquer programa para PC 
existente no mercado. 

Para além de permitir a instalação 
de um segundo drive de disque¬ 
te, o PC200 possui dois slots de 


expansão de 8 bits onde poderá, 
por exemplo, instalar uma hard 
ca rd. 

Por outro lado, o seu preço per¬ 
mite atingir camadas de merca¬ 
do que, até agora, e mesmo ten¬ 
do em conta os baixos preços dos 
equipamentos SINCLAIR, não ti¬ 
nha acesso ao mercado dos com¬ 
patíveis. 

Pode considerar-se que o PC200 
é o micro que vai servir de trans¬ 
porte de todo o mundo da infor¬ 
mática doméstica de 8 bits para 
o mundo dos computadores 
compatíveis de 16 bits. 

Caso o mercado compreenda 
qual o significado do PC200, po¬ 
deremos assistir ao processo de 
consumo da "informática de 16 
bits" tal como se assistiu, há al¬ 
guns anos atrás, para o primeiro 
ZX SPECTRUM e a "informática 
de 8 bits". 



— Porque é que o TURBO BASIC 
(versão 1.0) apenas aceita a de¬ 
claração SCREEN 0 e não aceita 
a declaração SCREEN 1 nem a 
declaração SCREEN 2, mesmo 
tendo feito a emulação através do 
utilitário CGA2? 

AM: —No TURBO BASIC assim 
como no GW BASIC, o SCREEN 
0 só trabalha em modo texto com 
uma resolução de 40x25 ou 
80x25 caracteres. No caso de ter 
instalada uma placa EGA, este 
modo permite-lhe trabalhar com 
um Monitor (MDPA) Monocromᬠ
tico. 


O Modo 1 (SCREEN íleo Modo 
2 (SCREEN 2), que emulam uma 
resolução gráfica (320x200) 
(640x200) Pixels, suportam pla¬ 
cas EGA ou SGA, trabalhando a 
16 cores e 4 ou 2 atributos, ne¬ 
cessitando de um Monitor colo¬ 
rido. 

No seu caso deverá utilizar o 
"Modo 10" (SCREEN 10-EGA 
/MONOCHROME DISPLAY), con¬ 
seguindo assim uma resolução 
gráfica de 640 x 350 Pixels, em 
formato texto 80x25 caracteres 
com o tamanho do caracter de 
8x14 Pixels, assignando 9 
pseudo-cores com 4 atributos. 


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ANM) 


REVISTA DOS UVLIZADORES AMSTRAD 


RÁPIDO 

ECONÔMICO 

CÓMODO~ 

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págs. 25 a 40 
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60 AMSTRAD MAGAZINE 












SUGESTÕES 


Como assinante da "AMSTRAD MAGAZINE", gostaria de dar as se¬ 
guintes e breves sugestões. 

1 ? — Deverão manter a um nível aceitável o espaço ocupado pela pu¬ 
blicidade e pelos artigos "teóricos", a fim de não cairem no estilo de 
outras revistas existentes no mercado e cujo leitor-tipo é diminuto (che¬ 
fias, empresas, etc.), ao invés do grande comprador de revistas "es¬ 
pecializadas "num género de máquinas (Amstrad, Sinclair, Commo- 
dore, etc.) e que, sem dúvida, só possui uma dessas pequenas 
máquinas, buscando nas revistas que adquire, programas e sugestões 
práticas, além de montagens igualmente práticas e acessíveis. Caso 
contrário correm o risco de só serem adquiridas as revistas "AMSTRAD 
MAGAZINE" pelos tais poucos senhores e não pelo grande público. 

2. a —A revista não se deverá estender para além dos produtos 
SINCLAIR—AMSTRAD, pois são as marcas mais significativas no mer¬ 
cado, com grande aderência dos jovens, que são, repito, os grandes 
compradores de revistas. Aliás, estas marcas são quase que uma só, 
face à fusão feita pelo Sr. Sugar. 

3. a —Deverão dar mais espaço, se necessário com mais páginas e li¬ 
geiro aumento de preço de capa, à listagem de programas, truques 
e montagens. 

4? —Corrigir, de uma vez para sempre, as gralhas que sistematicamente 
saiem nos anúncios de "compra/vende/troca". 

5. a —Continuem em frente, pois esta revista, se bem gerida, poderá 
preencher ou continuar a preencher, um espaço de que em lingua por¬ 
tuguesa sofre a informação sobre informática. 

JOSÉ MANUEL SANTOS GORDA 
Figueira da Foz 


Primeiramente gostaria de vos elogiar pelas vossas publicações sobre 
a inteligência artificial e sobre o ABC do Assembler. A sugestão aqui 
fica; as vossas publicações seriam muito mais ricas se se debruças¬ 
sem sobre estes dois assuntos. 


FREDERICO MARQUES 


PCW 8512 
COMO TERMINAL 
DO PC 1512? 


—Sou possuidor de dois compu¬ 
tadores AMSTRAD-1 PCW8256 
com 2 drives e um PCI512. Co¬ 
mo deve ser difícil conseguir ven¬ 
der o primeiro não queria que o 
mesmo fosse para a arrecadação, 
gostaria de tirar alguma utilidade 
do mesmo, pois sou profissional 
de contabilidade. 

—Será possível fazer do 8512 um 
posto do 1512? Caso este "so¬ 
nho" seja realidade, o que devo 
fazer? 

—Será possível copiar de uma 
diskette de 3" para uma diskette 
de 5,25"? 

AM:— O seu sonho pode tornar- 
-se realidade. Para que tal seja 
possível, o PCI 512 terá que ope¬ 
rar sob o Sistema Operativo PRO- 
LOGUE e o programa de Conta¬ 


bilidade terá de estar preparado 
para funcionar em multiposto. Se 
adquirir o kit multiposto K2000, 
distribuído pela Cominfor, encon¬ 
trará tudo que necessita para atin¬ 
gir o seu objectivo, incluindo uma 
disquete de 3" para permitir que 
o seu PCW8256 funcione como 
terminal do PCI512. Quanto ao 
programa de Contabilidade, o úni¬ 
co que conhecemos que esteja 
preparado para funcionar em 
multiposto sob Prologue é o Sl- 
GECO, produzido pela SOSOFT e, 
igualmente, distribuído pela Co¬ 
minfor. Para poder copiar uma 
diskette de 3" para 5,25" terá 
que possuir uma interface série 
no PCW8256-PCW INTERFACE- 
-um cabo de ligação—e utilizar o 
programa MAIL232 do lado do 
PCW. 


MANUAL DO SPECTRUM 


—Gostaria de pedir que me indi¬ 
cassem um livro que explique o 
funcionamento do SPECTRUM + 2 

AM:- 

TÍTULO: MANUAL DO UTILIZA¬ 
DOR DO SPECTRUM+ 2 


AUTOR: EURICO DA FONSECA 

EDITORA: TRIUDUS 

EXECUÇÃO GRÁFICA: 

GRAFILÁNDIA—ARTES GRÁFI¬ 
CAS LDA. 

OLIVAL BASTO—ODIVELAS 


Aumentar consideravelmente a tiragem ou, pelo menos, o n.° de exem¬ 
plares para Coimbra. Mais programas, menos artigos. Continuação dos 
concursos. 

Abertura de uma secção de críticas dos programas comerciais. 
Elaboração de um guia das melhores lojas de informática do país, com 
as características destas. 

Aceitação de programas para o Spectrum + 3, visto este ser também 
um Amstrad. 

A vossa revista só tem uma grande falha, e ela é a falta de informação 
técnica e computacional no domínio das linguagens Prologue, 214 P, 
Assembler e RPG II. 

Se alguma coisa pudesse ser feita, já seria um passo em frente. 

DIOGO PEREIRA 


A revista está muito boa, mas mais quantidade não tem nada a ver 
com melhor qualidade "Mais e melhor" não! 

Melhor, siml Mais? Logo se vê. 

Cuidado, não descurem a área dos C.P.M'S. Ainda há muitos do agrado 
do utilizador. 

"No products for me, no money for you, Okl". 



AIVISTRAD MAGAZINE 61 






OPINIÃO 


MICRO MULTIPOSTO 


NOVOS HORIZONTES 


O aumento de potência dos equipamentos permite aos 
distribuidores oporem-se cada vez mais às soluções mi¬ 
ni. Mas se o hardware não causa problema, distribuido¬ 
res e utilizadores devem escolher o "seu” sistema de 
exploração. MOS, PROLOGUE e PICK entre outros, con¬ 
tam numerosos adeptos. Mas UNIX poderia colocar to¬ 
da a gente de acordo. 

O aparecimento dos microcomputadores baseados nos 
micro-processadores 80286 e 80386 permitiu aos sis¬ 
temas de exploração multiposto encontrarem um verda¬ 
deiro lugar no mercado. Os micros têm hoje em dia a 
potência necessária para funcionarem em ambientes 
multitarefa e multiposto e concorrerem com a mini- 
-informática. 

Este avanço tecnológico foi benéfico em vários sentidos. 
Em primeiro lugar para os clientes-utilizadores, que em 
87/88, tiveram dificuldade em escolher entre soluções 
(multiposto ou rede) muitas vezes inadaptadas às suas 
necessidades, e cuja perenidade e fiabilidade não eram 
as principais qualidades. 

Somadas à falta de cultura informática e técnica dos 
utilizadores—a utilização de multiposto e redes reque¬ 
rem formação—estas carências travaram a penetração 
destes sistemas nas PME, alvo preferencial dos promo¬ 
tores de sistemas multipostos. Outro ponto importante: 
os microcomputadores são capazes de gerir facilmente 
os sistemas de exploração multiposto. Construtores e edi¬ 
tores podem na realidade desenvolver soluções e apli¬ 
cações, para tal ajudados pelos organismos de normali¬ 
zação encarregados de verificar e fazer coabitar as 
diferentes versões de um sistema (o que nem sempre é 
fácil!). 

Hoje, chegamos ao seguinte ponto: os sistemas multi¬ 
postos standards funcionam perfeitamente em micros (e 
atacam alguns segmentos de mercado mini); os progra¬ 
mas aplicacionais são cada vez mais numerosos; a es¬ 
tratégia dos construtores clarifica-se; as necessidades 
dos utilizadores são melhores definidas e expressas... Tu¬ 
do se conjuga para que os distribuidores possam efec- 
tuar o seu trabalho: vender e instalar sistemas multipos¬ 
to onde necessário, quando necessário e como 
necessário... 


A escolha dos fornecedores 

Resta ao distribuidor escolher as suas soluções, os seus 
standards, o seu sistema de exploração, os seus forne¬ 
cedores, os seus eixos de desenvolvimento... 

No entanto é uma escolha delicada, mesmo sendo res¬ 
trito o número de standards. Cada sistema tem as suas 
especificidades, os seus objectivos, os seus merca¬ 
dos (alguns existem há 20 anos e tiveram tempo para 
se posicionar), os seus adeptos, os seus detractores, as 
suas funcionalidades... A escolha é difícil. Em toda e 
qualquer situação, são as necessidades dos utilizadores 
e dos clientes que devem em primeiro lugar guiar a es¬ 
colha. 

São poucos os sistemas de exploração multiposto para 
micro que existem no mercado. UNIX, PICK, MOS, PRO¬ 
LOGUE, CONCURRENT-DOS e PC/MOS constituem o 
conjunto de oferta. Os quatro primeiros são standards 
de facto (quer dizer que já ocupam partes significativas 
de mercado). CONCURRENT-DOS (Digital Research) e 
PC/MOS (Software Link), os últimos a nascerem, ainda 
estão um pouco encobertos por uma certa confidencia¬ 
lidade, (ler uma certa confusão, no que respeita ao 
PC/MOS). 

Relativamente ao Prologue podem-se apontar como pon¬ 
tos fortes a sua portabilidade para UNIX e OS/2, o que 
garante às sociedades de prestação de serviços de in¬ 
formática uma verdadeira ponte para a mini-informática. 
Orientado para a burótica e gestão de PME, este stan¬ 
dard multiposto francês oferece de qualquer modo a me¬ 
lhor relação qualidade/preço, e tem um papel importan¬ 
te a interpretar no mercado europeu. 

Mas a estratégia da Prologue SA não é suficientemente 
clara, pois os seus dirigentes transmitem a ideia de que 
acreditam na emersão do UNIX como standard dos sis¬ 
temas multipostos orientados para a gestão. Pode a Pro¬ 
logue enfrentar o UNIX no terreno deste? Ou será que 
a BULL teme a concorrência da sua filial em certos mer¬ 
cados da mini-informática (o que a levaria a ocultar Pro¬ 
logue em proveito das suas soluções mini, nos quais o 
construtor francês tem mais sucesso)? 


62 AMSTRAD MAGAZINE 






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CARTOON 



AMSTRAD MAGAZINE 63 



























































































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64 AMSTRAD MAGAZINE 



































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144 cps Elite 
30 cps Pica NLQ 
36 cps Elite 


Velocidade 

120 cps Pica em modo Draft de 
144 cps Elite 
30 cps Pica LQ 
36 cps Elite 


142 cps Pica 
170 cps Elite 
47 cps Pica 
57 cps Elite 


4 Fontes de caracteres Standard em 
NLQ, seleccionãveis por painel, 

Itálico 

Tractor anterior 

Alimentação semi-automática A4 
Função paper park 
Emulação ESCAPE e IBM 
Proprinter II 

Opção alimentador automático A4 
(ASF) 


4 Fontes de caracteres Standard em 
NLQ, seleccionãveis por painel. 

Itálico 

Tractor anterior 

Alimentação semi-automãtica A4 
Função paper park 
Emulação ESCAPE e IBM 
Proprinter II 

Cassette de 4 cores, preto, verme¬ 
lho, azul amarelo p / impressoras de 
7 cores diferentes: preto, vermelho, 
azul, violeta, amarelo, laranja e verde 

Opção alimentador automático 


4 Fontes de caracteres Standard em 
NLQ, seleccionãveis por painel. 

Itálico 

Tractor Anterior 

Alimentação semi-automãtica A4 
Função paper park 
Emulação ESCAPE e IBM 
Proprinter X 24 (NEC P6) 

Opção alimentador automático A4 
e RAM Cartridge 32KB 


Distribuidor Oficial 


Rua Ana de Castro Osório, 
2-B/4-B (Quinta da Luz) 
1500 LISBOA Portugal 
Apartado 4513 
1511 LISBOA CODEX 
Tels. 715 12 37 
714 01 28 - 714 46 46 
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Tal como uma ficha tripla, o MULTIPOSTO 
AMSTRAD é factor de multiplicação. 
Partilhando a informação de um único 
programa (até 4 utilizadores), 
multiplica-se a sua eficácia 
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O MULTIPOSTO AMSTRAD 
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empresas em expansão. 


Não só pelas características do sistema 
MULTIPOSTO, mas também pelas vantagens 
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Embora um pouco mais caro 
que uma ficha tripla, o 
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custa muito menos 
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